O dólar comercial fechou em R$ 4,6910, com queda de 0,46%. A moeda oscilou durante toda a sessão e firmou direção próximo ao final da sessão, influenciada pelo possível aumento do ciclo de aperto monetário e intenso fluxo estrangeiro.
Segundo o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, “apesar do dólar ganhar lá fora, o fluxo continua vindo, o que ajuda o real”. Rosa fala que o discurso mais “hawkish” (duro) do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, nesta manhã, dando a entender que o aumento na Selic (taxa básica de juros) pode ser prolongado, ajuda o real a ganhar força.
- Quer melhorar sua estratégia para investir? Converse com um especialista da Wise Investimentos.
A fala de Campos Neto, nesta manhã, sobre a possibilidade de estender o ciclo de aperto monetário fortaleceu momentaneamente o real, observa o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio Serrano.
“Campos Neto disse que talvez tenha de reavaliar o processo de aperto monetário, e que o mercado já começa a considerar dois aumentos de 0,5% na Selic (taxa básica de juros) nas reuniões do Copom de junho e agosto, chegando a 13,75%”, analisa Serrano.
De acordo com boletim da Ajax Capital, “ontem Shanghai registrou mais de 26 mil novos casos diários – novo pico desde o início da pandemia -, o que fez com que o Governo prolongasse o lockdown na região. A medida já tem impacto nos últimos dados de atividade, e pressionam ainda mais a cadeia produtiva global”.
A Ajax ainda destaca que o quadro chinês contribui negativamente com o mercado global das commodities, e pontua que os ativos domésticos devem refletir este “ambiente externo negativo para os emergentes”.
Paulo Holland / Agência CMA
Imagem: unsplash.com
Copyright 2022 – Grupo CMA

