As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta após uma cesta de índices de inflação acima do esperado. Nesta quarta-feira (6), o Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,37% em março, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando variara 1,50%. Para Nicolas Borsoi, economista da Nova Futura, a curva curta de juros está reagindo aos índices de inflação acima do esperado. Além do IGP-DI, tivemos recentemente IGP-M, IPCA-15 e IBGE. “Além disso, estamos sofrendo uma reprecificação do mercado de juros global”, afirma.
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A Bolsa recua dando sequência ao movimento da véspera com os investidores estimando uma ata mais dura da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, sigla em inglês), após as sinalizações na véspera de vários dirigentes da instituição, principalmente os comentários da vice-presidente, Lael Brainard. Além disso, os lockdowns na China também preocupam os investidores.
O dólar segue em trajetória de alta, com mais ímpeto. Este movimento reflete a expectativa com a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), às 15h30, assim como os dados ruins do setor de serviços na China, que foram a 42 pontos em março ante 50,2 pontos registrados no mês anterior. De acordo com o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, “este movimento de correção ocorre em virtude do aperto monetário nos Estados Unidos gerar uma recessão, um ‘pouso forçado’. Existe cautela com a ata do Fomc”. Rostagno também pontuou que os dados sobre a atividade chinesa reforçam o “mau humor” com as moedas ligadas às commodities.
Veja como estava o mercado por volta das 13h30 (de Brasília):
IBOVESPA: 118.095 pontos (-0,66%)
DÓLAR À VISTA: R$ 4,6980 (+0,79%)
DI JAN 2023: 12,760 (+0,31%)
DI JAN 2027: 11,250(+1,67%)
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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