O dólar comercial fechou em R$ 4,666 para venda, com perda de 1,99%. Na semana, a moeda norte-americana acumulou desvalorização de 1,7%. A forte entrada de recursos externos e indicadores positivos de desempenho da economia aqui e nos Estados Unidos ajudaram a colocar a moeda americana nos menores níveis em cerca de dois anos.
O economista da Nova Futura, Nicola Borsoi, lembrou que “os dois últimos dias foram bem voláteis por causa da Ptax mensal e trimestral”.
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“Os preços das commodities estão altos. Além disso, o Banco Central continua a rolar swaps cambiais com dólar nessa cotação”, diz. “É como se o investidor estivesse dizendo: ‘Vou continuar vendendo dólar porque BC está do meu lado'”, completa.
Para Vanei Nagem, sócio-diretor da Pronto Investimentos, a sexta-feira foi de alto volume estrangeiro, o que também contribuiu para a queda do dólar. “O capital estrangeiro segue entrando pesado no país. Além disso, temos uma perspectiva de acordo entre Rússia e Ucrânia”, diz. Nagem lembra também os números do payroll nos EUA, acima de 400 mil, que também contribui para “clarear o mercado”.
A economia dos Estados Unidos criou 431 mil postos de trabalho em março e a taxa de desemprego caiu para 3,6%, de 3,8% em fevereiro. O número de vagas criadas ficou abaixo da projeção dos analistas, que esperavam abertura de 450 mil vagas. A taxa de desemprego veio abaixo da previsão, de 3,7%.
No Brasil, a produção industrial subiu 0,7% em fevereiro em relação a janeiro, depois de ter recuado 2,2% no mês anterior na mesma base de comparação. O resultado veio acima da previsão de alta de 0,3%, conforme mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.
Já em relação a fevereiro de 2021, houve queda de 4,3%, sendo a sétima seguida deste indicador. O Termômetro CMA apontava baixa de 5,05%. No acumulado de 12 meses, a alta foi de 2,8%. No ano, a produção acumula queda de 5,8%.
Para a próxima semana, o cenário segue positivo. Mas alguns pontos merecem atenção. As alterações no quadro eleitoral com os movimentos desta semana e as paralisações de funcionários públicos, que podem colocar em xeque os compromissos fiscais do Governo Federal.
Pedro Carvalho e Dylan Della Pasqua / Agência CMA
Imagem: unsplash
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