O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, disse hoje que, se a perspectiva de inflação se deteriorar, o BCE repensará seu cronograma para o fim da Flexibilização Quantitativa (QE).
“Nos termos de nossas previsões, a primeira decisão será se a perspectiva de inflação de médio prazo for mantida, estaríamos olhando para o fim das compras líquidas [de ativos] no terceiro trimestre”, disse Lane numa entrevista à CNBC. “Porém, se a perspectiva se deteriorar tanto que a perspectiva de inflação enfraquece, então teremos que repensá-la”, completou.
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Os comentários de Lane vêm após a estimativa preliminar do Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP), divulgado pela manhã, mostrar que os preços da Eurozona subiram a 7,5% em março, bem acima do esperado pelo mercado (6,6%).
O economista do BCE comentou que a leitura da inflação foi muito alta e disse que haverá ainda mais impulsos devido aos preços mais altos da energia. Nas próximas reuniões, segundo ele, será analisado o primeiro impacto da energética, além do impacto da confiança.
“Temos o choque energético com a perspectiva para aumentar a inflação. Por outro lado, o enfraquecimento da confiança, com o fato de que os juros reais sofrerão com os altos preços da energia especialmente no horizonte de um ou dois anos”, explicou Lane.
Os sinais de respostas salariais à inflação foram muito tímidos no início de 2022, observou ele, antes de advertir sobre a alta inflacionário. Lane também comentou que as empresas estão enfrentando custos mais altos e menor demanda e têm que levar isso em conta na definição dos salários.
Darlan Azevedo / Agência CMA
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