O dólar fechou esta quarta-feira (3) em queda de 0,32%, a R$ 5,31, chegando a segunda sessão seguida de desvalorização. A queda foi influenciada por dados fracos do mercado de trabalho dos EUA, que reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) poderá cortar os juros na próxima semana.
O relatório ADP, divulgado pela manhã, mostrou perda de 32 mil vagas no setor privado americano em novembro. A projeção de mercado era de criação de 40 mil postos. Esse dado reforçou as apostas de afrouxamento monetário pelo Fed.
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A ferramenta do CME Group indica probabilidade próxima de 90% de que o Fed anunciará um corte de 0,25 ponto percentual no dia 10 de dezembro.
Em fala ao Broadcast, André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, afirmou que o câmbio brasileiro segue influenciado principalmente pelo ambiente internacional favorável às moedas emergentes. Ele explica que a atividade econômica doméstica, mais resiliente, também contribui para sustentar o real.
Dólar cai no exterior
O índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes — caiu ao longo do dia e atingiu mínima de 98.828 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Entre moedas emergentes, o peso colombiano avançou mais de 1%, enquanto peso chileno e rand sul-africano também superaram o desempenho do real.
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Fluxo cambial segue negativo no Brasil
O Banco Central informou que o fluxo cambial ficou negativo em US$ 4,130 bilhões na semana entre 24 e 28 de novembro, puxado por saídas de US$ 3,979 bilhões no canal financeiro — que inclui remessas de lucros e dividendos ao exterior.
No acumulado de novembro até o dia 28, o fluxo está negativo em US$ 7,115 bilhões. No ano, o saldo é negativo em US$ 19,799 bilhões.

