Deixando de ser apenas uma via de passagem, a Rodovia D. Pedro I (SP-065) se consolidou como o principal corredor tecnológico do Brasil. Seus 145 km conectam os maiores polos de inovação e ciência do interior de São Paulo.
Por que a Rodovia D. Pedro I é chamada de corredor tecnológico?
O apelido “corredor tecnológico” vem da impressionante concentração de empresas de alta tecnologia, centros de pesquisa e universidades ao longo de seu trajeto. A via liga a região de Campinas, um dos maiores polos de P&D da América Latina, ao Vale do Paraíba, criando um ecossistema de inovação.
Gigantes dos setores de TI, farmacêutico, automotivo e de biotecnologia instalaram seus centros de operação às margens da rodovia, atraídos pela logística e pela proximidade com mão de obra qualificada, formada em instituições como a Unicamp.
Polos de inovação ao longo da via:
- Techno Park Campinas: Abriga dezenas de empresas de tecnologia.
- CNPEM: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde fica o acelerador de partículas Sirius.
- CPQD: Um dos maiores centros de P&D em telecomunicações da América Latina.
Como a infraestrutura da rodovia suporta esse desenvolvimento?
A qualidade da infraestrutura é um dos pilares desse sucesso. A Rodovia D. Pedro I é uma via duplicada, com boa pavimentação e sistemas de monitoramento, administrada sob concessão e fiscalizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP), o que garante um alto padrão de segurança e fluidez.
Para entender a importância da infraestrutura viária no interior de São Paulo, selecionamos o conteúdo do canal brexplora. No vídeo a seguir, o canal detalha visualmente a trajetória da Rodovia Dom Pedro I (SP-065), explicando como seus 145 km de extensão conectam o Vale do Paraíba à região de Campinas e facilitam o acesso entre importantes rodovias como a Dutra, Fernão Dias e Anhanguera:
Além da própria estrada, o corredor se beneficia de uma infraestrutura logística completa, incluindo a proximidade com o Aeroporto de Viracopos, um dos maiores terminais de carga do país. Essa conectividade é vital para as empresas que exportam tecnologia e importam insumos.
Qual o impacto econômico para as cidades ao redor?
O impacto é gigantesco. Cidades como Campinas, Atibaia e Jacareí experimentaram um boom econômico e imobiliário, com a geração de milhares de empregos de alta qualificação e o aumento da arrecadação. O corredor tecnológico elevou o padrão de vida e a renda per capita da região.
Esse desenvolvimento pode ser observado nos indicadores socioeconômicos dessas cidades, disponíveis no portal do IBGE Cidades. A rodovia não apenas transporta veículos, mas também impulsiona o PIB e atrai novos investimentos, transformando o perfil econômico do interior paulista.
| Cidade | Perfil Principal | Custo de Vida (Moradia) | Destaque Tecnológico |
| Campinas | Polo universitário e de P&D | Alto | Sede de centros de pesquisa e startups |
| Atibaia | Residencial e logístico | Médio a Alto | Centros de distribuição e empresas de tecnologia |
| Jacareí | Industrial e em expansão | Médio | Grandes indústrias e proximidade com o Vale do Paraíba |
Quais os planos futuros para este eixo de inovação?
Os planos futuros visam consolidar ainda mais a Rodovia D. Pedro I como um polo de classe mundial. Estão previstos investimentos em ampliações de trechos, novas alças de acesso e a instalação de mais parques tecnológicos ao longo da via.
O principal desafio é garantir que o crescimento seja sustentável, equilibrando o desenvolvimento industrial com a preservação ambiental e a mobilidade urbana. A meta é transformar o corredor em um “vale do silício” brasileiro, atraindo ainda mais talentos e capital para a região.



