O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) é uma das legislações mais importantes para a proteção da terceira idade no Brasil. Entre suas garantias, destaca-se o direito a acompanhante para idosos em unidades de saúde, assegurando apoio e dignidade durante o tratamento médico.
Quando o direito a acompanhante para idosos é garantido?
A lei determina que todo idoso (pessoa com 60 anos ou mais) tem direito a um acompanhante em tempo integral durante internações, observações e consultas em hospitais, sejam eles públicos ou privados. Esse direito cobre as 24 horas do dia, incluindo o período noturno.
A presença de um familiar ou cuidador é vital não apenas para o suporte emocional, mas para auxiliar na comunicação com a equipe médica e nos cuidados básicos. O hospital deve proporcionar condições adequadas para a permanência desse acompanhante.
O hospital pode negar a presença do acompanhante?
A regra geral é a permissão, mas existem exceções técnicas. O médico responsável pode restringir o acompanhante se houver risco à saúde do idoso ou do próprio acompanhante (como em UTIs de isolamento infeccioso), mas essa negativa deve ser justificada por escrito no prontuário.
Caso não haja justificativa médica plausível, impedir o acesso é ilegal. Para conhecer todos os detalhes da legislação, é fundamental consultar o texto oficial do Estatuto do Idoso no portal do Planalto.
Obrigações do hospital a seguir:
- Permitir a permanência do acompanhante 24h.
- Fornecer acomodação adequada (cadeira/poltrona).
- Garantir alimentação ao acompanhante (no caso de hospitais públicos/SUS).
- Justificar por escrito qualquer restrição médica.
Quais são as regras para o acompanhante?
O acompanhante não precisa ser necessariamente um parente, mas deve ter condições físicas e emocionais para auxiliar o idoso. Em muitos casos, o hospital pode exigir o revezamento de acompanhantes para garantir o descanso e a eficácia do auxílio.
Para aprofundar seu conhecimento sobre as garantias voltadas à terceira idade, selecionamos o conteúdo do canal Me Julga – Cíntia Brunelli, que conta com mais de 700 mil inscritos. No vídeo a seguir, a especialista detalha visualmente um resumo do Estatuto da Pessoa Idosa, abordando prioridades em atendimentos, gratuidades em transportes e o dever de amparo pela família e pelo Estado:
É importante que o acompanhante respeite as normas do hospital, como horários de troca e regras de silêncio. A colaboração mútua entre família e equipe de saúde é essencial para a recuperação do paciente.
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O que fazer se o direito for violado?
Se o hospital negar o acompanhante sem justificativa médica por escrito, a família deve procurar o serviço social da unidade ou a ouvidoria. Se não resolver, é possível acionar o Ministério Público ou a Delegacia do Idoso.
O Ministério da Saúde reforça que a humanização do atendimento é um dever do SUS. A tabela abaixo resume o direito conforme o tipo de atendimento.
| Situação | Direito a Acompanhante? | Observação |
| Consulta Médica | Sim | Direito garantido por lei. |
| Internação (Quarto) | Sim | Tempo integral (24h). |
| UTI | Depende | A critério médico, mas a visita ampliada é recomendada. |
| Observação (Pronto Socorro) | Sim | Enquanto o idoso estiver na unidade. |




