O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (8) próximo da estabilidade frente ao real, com leve alta de 0,04%, a R$ 5,39. Segundo operadores, o mercado adotou postura de cautela antes da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), marcada para esta sexta-feira (9).
A mediana de 25 projeções compiladas pelo Projeções Broadcast aponta para a criação de 60 mil vagas nos EUA em dezembro. As estimativas variam entre 23 mil e 155 mil empregos. Em novembro, a economia americana abriu 64 mil vagas, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 4,6% para 4,5%.
No Brasil, as atenções também se voltam para a divulgação do IPCA de dezembro — inflação oficial. Apesar disso, não há expectativa de que o resultado altere a aposta majoritária do mercado de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na reunião deste mês.
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Fabrizio Velloni, economista-chefe da Frente Corretora, o mercado apresentou baixa liquidez. “Vimos um câmbio mais de lado hoje, com o mercado em compasso de espera pelo payroll. O fluxo está muito fraco e a liquidez baixa. Deve haver uma melhora a partir da próxima semana”, afirmou.
Dólar avança no exterior
No cenário internacional, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — registrou alta moderada e se aproximou dos 99 mil pontos, com máxima em 98,984 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
O dólar também avançou frente à maioria das moedas de países emergentes e exportadores de commodities, mesmo com a alta superior a 3% nos preços do petróleo.
Dados de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA vieram praticamente em linha com as estimativas. Sem sinais claros de enfraquecimento do mercado de trabalho ou da atividade econômica, cresce a avaliação de que o Fed deve manter a taxa básica de juros inalterada no curto prazo, após cortes acumulados de 75 pontos-base ao longo de 2025.
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Diferencial de juros pode sustentar o real
Na avaliação de analistas, a manutenção de um diferencial elevado de juros — diferença entre as taxas praticadas no Brasil e nos EUA — tende a dar suporte ao real no primeiro trimestre. Esse cenário depende da ausência de choques externos de aversão ao risco ou de fatores domésticos que ampliem a busca por proteção em dólar.

