O Bitcoin (BTC) opera em leve queda nesta sexta-feira (9), acompanhando a divulgação do relatório de empregos (payroll) de dezembro nos Estados Unidos. Os dados reforçaram a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros elevados por mais tempo, reduzindo o apetite por ativos de risco.
Por volta das 17h15 (horário de Brasília), o bitcoin caía 0,65%, cotado a US$ 90.353, enquanto o Ethereum (ETH) recuava 0,94%, a US$ 3.081, segundo dados da plataforma Binance.
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No início da semana, o bitcoin chegou a se aproximar dos US$ 95 mil, atingindo o maior nível desde novembro. O movimento, no entanto, perdeu fôlego com a reprecificação das expectativas para os juros nos Estados Unidos.
Apesar do recuo recente, a criptomoeda ainda acumula alta de cerca de 3% em 2026. Mesmo assim, o ativo permanece aproximadamente 29% abaixo de sua máxima histórica, acima de US$ 126 mil, registrada no início de outubro.
Payroll esfria apostas de flexibilização monetária
O payroll não trouxe sinalizações de enfraquecimento relevantes no mercado de trabalho americano. Com isso, os investidores reduziram as apostas de cortes de juros no curto prazo.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de o Fed cortar a taxa básica ainda neste mês caiu para 5%, ante 11% na véspera.
Juros mais baixos costumam favorecer as criptomoedas, pois reduzem a atratividade de ativos considerados mais seguros, como os títulos públicos, e estimulam a busca por alternativas de maior risco.
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Bancos ajustam projeções para juros nos EUA
Após a divulgação dos dados de emprego, o Barclays revisou suas expectativas para a política monetária americana. O banco agora projeta cortes de juros apenas em junho e dezembro de 2026, ante a previsão anterior de março e junho.
A revisão ocorreu após a queda da taxa de desemprego em dezembro, reforçando o cenário de um mercado de trabalho ainda resiliente.
Bitcoin e demais criptos estão mais maduros
O mercado global de criptomoedas voltou a operar próximo de US$ 3 trilhões em valor total, segundo dados consolidados por agregadores internacionais.
Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em soluções cambiais, comércio exterior e tecnologia, o atual ciclo representa uma inflexão no comportamento dos investidores.
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