O ouro e a prata dispararam nesta segunda-feira (12) batendo novos recordes, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais com a possibilidade do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ser alvo de uma investigação criminal nos Estados Unidos.
O movimento veio acompanhado de queda do dólar, que na visão da Capital Economics corre riscos caso haja uma escalada nos ataques, mas no momento continua livre de uma mudança estrutural.
O ouro chegou a avançar 2%, alcançando US$ 4.600 por onça troy, enquanto a prata subiu até 5,9%, para US$ 84,60, refletindo a busca por ativos considerados proteção em momentos de incerteza institucional e política.
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Investigação contra Powell gera reação imediata
O próprio Jerome Powell afirmou, em vídeo divulgado neste domingo (11), que o Fed recebeu uma intimação do grande júri do Departamento de Justiça (DoJ), com a ameaça de uma acusação criminal contra ele.
Segundo Powell, a ação está relacionada a seu depoimento no Senado americano, em julho, sobre o projeto de renovação do edifício do banco central.
Powell afirmou que a iniciativa faz parte de uma campanha contínua de pressão política do governo Donald Trump, diante da resistência do Fed em promover cortes mais intensos de juros. Para ele, o episódio coloca em risco a capacidade do banco central de definir a política monetária com base em dados econômicos.
“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, afirmou Powell.
Dólar recua e aumenta busca por proteção
Com o aumento das incertezas, o dólar perdeu força frente às principais moedas globais. O índice da moeda americana chegou a recuar 0,5%, com desvalorização frente ao euro e ao franco suíço, ativos tradicionalmente associados a momentos de maior cautela.
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A queda do dólar tende a beneficiar os metais preciosos, que passam a ficar relativamente mais baratos para investidores que operam fora dos Estados Unidos, reforçando o movimento de alta.
Capital Economics vê risco, mas sem ruptura
Para a Capital Economics, a escalada de ataques à independência do Fed representa “um risco cada vez mais claro” para o dólar, mas ainda insuficiente para reverter a tendência positiva da moeda americana.
Segundo a consultoria, o episódio “colocou um freio” em um início de 2026 favorável para o dólar. Mesmo assim, a divisa segue em alta no ano, sustentada por expectativas mais moderadas de cortes de juros nos EUA em comparação com outras economias desenvolvidas.
A Capital afirma que os ataques ao Fed só teriam impacto mais duradouro caso resultassem em cortes mais profundos de juros ou em um aumento dos prêmios de risco sobre ativos americanos. Por ora, investidores parecem acreditar que o Fed continuará a resistir às pressões.






