As ações da Oi (OIBR3; OIBR4) deixaram de ser negociadas de forma contínua desde o início do pregão desta segunda-feira (12) e passam a operar exclusivamente por meio de leilão, com fechamento de negócios apenas ao fim da sessão, segundo informou a B3.
A medida foi aplicada porque a companhia não conseguiu reenquadrar o preço de seus papéis ao valor mínimo exigido (R$ 1) pelo Regulamento de Emissores da Bolsa brasileira, criado para mitigar riscos associados a ativos com baixa liquidez e alta oscilação.
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As ações OIBR3 operam em patamar inferior a R$ 1 (considerada uma penny stock) desde o início de abril de 2025 e desvalorizaram mais de 80% até a sessão da última sexta-feira (9).
O que muda na prática
Na negociação não contínua, as ações não têm negócios realizados a qualquer momento do pregão. As ordens ficam concentradas em leilões, nos quais o preço é formado com base na oferta e demanda acumuladas, reduzindo a liquidez e aumentando a volatilidade.
Segundo a B3, o procedimento pode ser interrompido caso a empresa regularize a obrigação em atraso.
Falência da Oi foi decretada, mas decisão está suspensa
Em novembro, a Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) suspendeu a decisão que havia decretado a falência da Oi e determinou a reabertura do processo de recuperação judicial, com liquidação ordenada dos ativos.
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A decisão atendeu a pedido do Bradesco (BBDC4) e do Itaú (ITUB4) — os principais credores da companhia. A desembargadora Mônica Maria Costa determinou ainda o retorno dos administradores judiciais anteriores e a apuração de responsabilidades da Pimco, que assumiu o controle acionário do grupo.
A decretação da falência da Oi, anunciada inicialmente no dia 10 de novembro, colocava fim a uma das histórias mais longas da Bolsa brasileira. Segundo dados da B3 obtidos pelo Monitor do Mercado na época, 236.159 investidores pessoa física detinham ações da companhia.







