As bolsas dos Estados Unidos encerraram esta terça-feira (12) em alta, com os índices Dow Jones e S&P 500 renovando seus recordes de fechamento. O movimento foi sustentado por ações de tecnologia e de consumo, após recuperação ao longo do dia.
Apesar da alta, por boa parte da sessão, o mercado operou em queda após o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) abrir uma investigação envolvendo o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. A notícia gerou preocupação sobre a independência do banco central norte-americano.
Segundo análise da consultoria Capital Economics, a ofensiva do governo de Donald Trump contra a independência do Fed tem baixa probabilidade de prosperar por razões legais e políticas. Ainda assim, a instituição avalia que o episódio pode gerar um efeito colateral: a elevação dos juros de longo prazo.
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Confira o desempenho dos índices:
- Dow Jones subiu 0,17% (49.590,20 pontos);
- S&P500 avançou 0,16% (6.977,32 pontos);
- Nasdaq registrou alta de 0,26% (23.733,90 pontos).
Tecnologia impulsiona recuperação
As ações da Alphabet, controladora do Google, subiram 1% após a CNBC informar que a Apple escolheu a plataforma de inteligência artificial Gemini para integrar sua assistente virtual ainda neste ano. Com o avanço, a empresa atingiu pela primeira vez a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.
O setor de tecnologia tem peso relevante nos principais índices de Wall Street, especialmente no Nasdaq e no S&P 500, o que ajudou a sustentar o desempenho positivo do dia.
ExxonMobil e Walmart se destacam
O presidente dos EUA também afirmou estar inclinado a manter a ExxonMobil fora da Venezuela. Após a declaração, as ações da companhia recuaram 0,50%. A sinalização ocorre depois de o principal executivo da empresa demonstrar ceticismo quanto a investimentos em petróleo no país, após a captura de Nicolás Maduro.
Já o Walmart teve alta de 3% após a confirmação de que passará a integrar o índice Nasdaq 100. A varejista entrou no lugar da AstraZeneca, após ter transferido sua listagem da Bolsa de Nova York (Nyse) no mês passado.
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Cartões de crédito e bancos pressionados
Em contrapartida, ações de operadoras de cartão de crédito e de grandes bancos recuaram após Trump defender a imposição de um teto de 10% nas taxas de juros dos cartões por um período de um ano.
Os papéis da Capital One Financial caíram 6,41%, enquanto Synchrony Financial recuou 8,37%. American Express teve baixa de 4,27%. Já Mastercard e Visa cederam 1,61% e 1,87%, respectivamente.
Entre os grandes bancos, JPMorgan, Citigroup e Bank of America fecharam em queda, às vésperas do início da temporada de divulgação de resultados corporativos. Na direção oposta, Goldman Sachs e Morgan Stanley conseguiram se recuperar e encerraram o dia em alta.






