O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (12) próximo da estabilidade, com leve recuo de 0,13%, aos 163.150,35 pontos. A primeira sessão da semana foi marcada por poucos gatilhos para os negócios.
Investidores também monitoraram os desdobramentos do caso Banco Master. Segundo Marcelo Boragini, especialista em renda variável da Davos Investimentos, a reunião entre o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o comando do TCU foi acompanhada de perto pelo mercado. “O tema é visto como um teste para a autonomia do Banco Central”, disse.
Ele acrescentou que a definição de que o recurso será julgado apenas no dia 21 ajuda a reduzir o ruído no curto prazo, mas o assunto segue no radar dos investidores, especialmente estrangeiros.
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Bancos recuam e Petrobras ajuda a limitar perdas do Ibovespa
Os bancos apresentaram desempenho majoritariamente negativo. As ações preferenciais do Itaú (ITUB4) recuaram 0,9% e encerraram o dia na mínima da sessão.
Parte dessas perdas foi parcialmente compensada pelo desempenho da Petrobras, cujas ações avançaram 0,16% (ON) e 0,20% (PN). Já a Vale, ação de maior peso do Ibovespa, terminou praticamente estável, com alta de 0,03%.
Entre as maiores altas do dia destacaram-se Vamos (+8,18%), Assaí (+4,55%) e Brava (+4,50%). Já entre as quedas, ficaram Cury (-3,97%), Magazine Luiza (-3,38%) e Sabesp (-3,22%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Bolsas nos EUA oscilam com incertezas sobre o Fed
Em Nova York, os principais índices de ações subiram levemente, mas foram limitados por preocupações relacionadas à independência do Federal Reserve (Fed). O tema ganhou força após a confirmação de uma investigação judicial envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, que deixará o cargo em maio.
A ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen afirmou que a apuração envolvendo Powell tem efeito “extremamente intimidador” sobre a independência da autoridade monetária. Em entrevista à CNBC, Yellen disse que a investigação compromete a autonomia do Fed e avaliou que os mercados reagiram pouco ao episódio.
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Além disso, um comunicado assinado por ex-presidentes do banco central americano alertou para os riscos econômicos da investigação. O documento conta com as assinaturas de Janet Yellen, Ben Bernanke e Alan Greenspan, além de outros ex-dirigentes da política econômica dos EUA.
Segundo o texto, a iniciativa representa uma ameaça direta à independência do Fed e é comparada a práticas observadas em países emergentes com instituições frágeis. O comunicado afirma que interferências desse tipo tendem a gerar efeitos negativos sobre a inflação e sobre o funcionamento das economias.







