O dólar fechou esta terça-feira (13) próximo da estabilidade frente ao real, com leve alta de 0,06%, a R$ 5,37. O movimento refletiu o fortalecimento da moeda americana, em meio às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.
O cenário externo foi combinado à leitura do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que não alterou as expectativas do mercado para a trajetória dos juros americanos em 2026. A valorização do petróleo no mercado internacional ajudou a limitar as perdas do real no fim do dia.
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Dólar sobe no exterior
No mercado internacional, o dólar ganhou força tanto frente a moedas de países desenvolvidos quanto em relação à maioria das moedas emergentes e de exportadores de commodities. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, subia 0,29% no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em fala ao Broadcast, Rafael Passos, sócio e analista da Ajax Asset, afirmou que o principal fator para o movimento foi o embate entre Trump e Powell. De acordo com ele, as críticas do presidente americano ao chefe do Fed contribuem para um ambiente de maior incerteza, o que acaba pressionando moedas como o real.
Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos têm um “péssimo presidente do Fed” e disse não saber se haverá corte de juros, ressaltando que as taxas estão elevadas. O Departamento de Justiça americano abriu uma investigação contra Powell, o que aumentou a atenção dos investidores.
Inflação dos EUA e expectativas para os juros
Pela manhã, o mercado repercutiu os dados do CPI de dezembro, que vieram em linha com as expectativas. O índice subiu 0,3% em relação a novembro, considerando ajuste sazonal, enquanto a inflação anual avançou para 2,7%, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA.
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Após a divulgação, parte do mercado passou a considerar a possibilidade de um corte de juros pelo Fed em março. Ainda assim, a aposta predominante segue sendo a manutenção da taxa básica, limitando movimentos mais intensos no câmbio no curto prazo.
Petróleo ajuda a conter perdas do real
A alta superior a 2,5% dos contratos futuros de petróleo contribuiu para reduzir a pressão sobre o real no fim do pregão. O WTI atingiu o maior nível desde outubro, enquanto o Brent alcançou patamar não visto desde setembro de 2025.






