O dólar voltou a ganhar força na reta final da sessão e fechou esta quarta-feira (14) em alta de 0,46%, a R$ 5,40, em um movimento de correção alinhado ao aumento do desconforto geopolítico. O real apresentou o pior desempenho entre moedas de países emergentes.
A alta foi impulsionada principalmente pela orientação do Departamento de Estado dos Estados Unidos para suspender a emissão de vistos a cidadãos brasileiros, que levou a moeda americana a tocar R$ 5,42 pela manhã.
Ao longo da tarde, o dólar reduziu os ganhos após o entendimento de que a medida se estende a outros 74 países e não se aplica a vistos de não imigrante, que representam a maioria das solicitações.
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Além da questão dos vistos, as tensões envolvendo Irã e Groenlândia voltaram a pressionar ativos de risco, favorecendo a busca por moedas fortes. Em fala ao Broadcast, o economista Armor Capital Gustavo Rostelato explicou que o movimento também reflete ajuste técnico.
“A moeda está mais esticada, então pode ser movimento de correção”, afirma. Apesar da alta do dia, o dólar ainda acumula queda de 1,61% frente ao real em 2026.
Dólar sobe no exterior
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, recua 0,1% no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Declarações de Trump afetam petróleo, mas pouco o câmbio
Após o fechamento do mercado à vista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado de que as execuções no Irã cessaram e que não há planos para retomá-las. Sobre a Groenlândia, disse que não pode depender da Dinamarca.
As declarações levaram o petróleo a reverter ganhos e cair mais de 1% no pregão eletrônico, movimento que teve impacto limitado sobre o dólar futuro.
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Cenário político entra no radar
No ambiente doméstico, investidores acompanharam a divulgação da primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026. O levantamento mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando cenários de segundo turno, com redução da vantagem sobre candidatos de direita.
Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em dezembro, os percentuais eram 46% e 36%, respectivamente. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas: 49% desaprovam o governo, 47% aprovam e 4% não responderam.
Em relatório, a Warren Investimentos afirma que, embora Lula permaneça favorito, o resultado eleitoral “está longe de ser tratado como dado adquirido”.

