O Ibovespa superou pela primeira vez a marca dos 166 mil pontos na tarde desta quinta-feira (15) e renovou o recorde intradiário da Bolsa brasileira. O principal índice avançou 0,56% na máxima, alcançando 166.069,84 pontos, antes de devolver parte dos ganhos e se estabilizar próximo de 165.800 pontos.
O movimento foi sustentado pela valorização de ações ligadas a commodities e pelo desempenho do setor financeiro. Papéis de grandes bancos concentraram parte relevante do fluxo comprador ao longo do pregão, contribuindo para a nova máxima do índice.
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A ação da Vale (VALE3), de maior peso no Ibovespa, operava em alta de 0,51%, cotada a R$ 79,32. No setor bancário, o Itaú Unibanco (ITUB4) subia 1,04%, a R$ 40,01, enquanto o Bradesco avançava 2,21% nas ações ordinárias (BBDC3) e 2,48% nas preferenciais (BBDC4).
De acordo com o Broadcast, operadores acreditam que o noticiário político também influenciou o humor do mercado. Relatos de que o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), estaria disposto a disputar a Presidência da República, caso seja escolhido pelo partido, entraram no radar dos investidores.
O avanço das bolsas em Wall Street ao longo da tarde reforçou o movimento positivo no mercado doméstico.
Destaques do Ibovespa nesta tarde
As ações da B3 (B3SA3) aceleraram os ganhos e subiam mais de 3%, figurando entre as maiores altas do Ibovespa. Com o movimento, o papel ultrapassou R$ 15 pela primeira vez desde junho de 2021.
O desempenho reflete o maior apetite por risco observado no mercado brasileiro e a melhora operacional registrada em dezembro. Ainda assim, a XP mantém uma visão cautelosa sobre a ação, avaliando que parte da recuperação dos volumes já está incorporada aos preços.
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Na ponta negativa, as ações da Hapvida (HAPV3) caminhavam para o terceiro fechamento consecutivo em queda. O recuo de 2,74% levava o papel a R$ 13,51, menor cotação desde a estreia em Bolsa.
Desde a divulgação do balanço do terceiro trimestre, em novembro, a companhia perdeu cerca de R$ 9 bilhões em valor de mercado, reduzindo sua capitalização para aproximadamente R$ 6,8 bilhões.
O analista Pedro Galdi, da AGF, afirma que “o preço desta ação está afundando, com desconfiança na gestão e maior concorrência no setor”, avaliação que tem sido acompanhada de revisões por parte de investidores ao longo das últimas semanas.

