O dólar fechou esta quinta-feira (15) em queda de 0,61%, a R$ 5,37. Após ter sido a moeda emergente com pior desempenho na sessão anterior, o real se recuperou, diante da alta generalizada de moedas emergentes frente a moeda americana.
A queda refletiu principalmente ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que sustenta operações de carry trade — estratégia que consiste em captar recursos em países com juros mais baixos e investir em mercados com taxas mais altas, buscando ganho financeiro com a diferença.
No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) mantém uma postura cautelosa em relação à cortes de juros.
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Além disso, o apetite global por ativos de risco aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell. A redução das tensões geopolíticas envolvendo o Irã também contribuiu para esse movimento.
Dólar cai apesar de alta do DXY
O movimento ocorreu mesmo com a valorização global do dólar frente a moedas fortes. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de divisas desenvolvidas, subiu 0,26% no dia.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Política e expectativas fiscais no radar
O mercado também reagiu à notícia de que o PDT teria acertado a candidatura do governador Ratinho Jr. à Presidência da República. Para agentes financeiros, a movimentação amplia, em tese, as possibilidades de discussão de uma agenda de reforma fiscal, tema acompanhado de perto por investidores.
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Em entrevista ao Broadcast, Marcos Weigt, head de Tesouraria da Travelex Bank, afirmou que a sinalização política repercute no câmbio. Ele observa que casas estrangeiras têm indicado investimentos em mercados emergentes, especialmente em renda variável, o que tende a favorecer o desempenho do real.






