O dólar desacelerou o ritmo de alta na segunda metade do pregão desta sexta-feira (16), fechando em leve alta de 0,08%, a R$ 5,37, em um ambiente ainda favorável ao carry trade no Brasil — estratégia que consiste em tomar recursos em países com juros baixos e aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
O movimento ocorreu após a divulgação do IBC-Br de novembro acima do esperado e de sinalizações de economistas de que não deve haver corte de juros na reunião de janeiro do Banco Central (BC). Também há questionamentos sobre a intensidade do ciclo de flexibilização monetária à frente.
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Juros e atividade sustentam o real
O IBC-Br, indicador mensal do BC que antecipa o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,68% em novembro ante outubro, acima da mediana das estimativas, de 0,35%. O dado reforçou a leitura de atividade econômica mais firme no fim de 2025.
Segundo participantes do mercado, o resultado levou revisões para cima do PIB do quarto trimestre e aumentou a percepção de que a Selic deve permanecer em patamar elevado por mais tempo.
Dólar avança no exterior
No exterior, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,05%. A moeda americana teve comportamento misto tanto entre divisas emergentes quanto entre pares fortes.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Expectativa para a política monetária
Economistas ouvidos nas primeiras reuniões trimestrais com diretores do Banco Central em 2026 avaliaram que não há espaço para corte da Selic em janeiro. A leitura predominante é de que março seria um momento mais propício para eventual afrouxamento monetário.
O diferencial de juros entre Brasil e EUA segue como fator central para o câmbio. Nos Estados Unidos, a percepção de um Federal Reserve (Fed) mais cauteloso — postura conhecida como hawkish — sustentou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e deu suporte ao dólar.