As principais Bolsas da Europa operam em forte alta na manhã desta quinta-feira (22), com ganhos acima de 1%, em reação ao alívio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirar a ameaça de impor novas tarifas a aliados europeus.
A sinalização dada pelo Republicano durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, veio após críticas americanas à defesa europeia da soberania da Groenlândia e da Dinamarca.
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Por volta das 9h40 (horário de Brasília), os índices operavam no seguinte patamar:
- Stoxx 600: avançava 1,09%, aos 610,81 pontos
- FTSE 100 (Londres): subia 0,47%.
- CAC 40 (Paris): registrava alta de 1,25%
- DAX (Frankfurt): avançava 1,23%
- FTSE MIB (Milão): sobe 1,15%.
Outro destaque desta manhã, o índice OMX Copenhagen 20 (listado na Dinamarca, atual dona da Groenlândia) avançava 2,66%.
Alívio comercial e foco no macro
Analistas do ING avaliam que, apesar do movimento positivo, ainda há poucas informações concretas sobre um eventual acordo. Segundo o banco, os mercados podem demandar novos sinais conciliatórios nos próximos dias para reduzir o peso do tema geopolítico nos preços dos ativos.
A proximidade da próxima reunião do Federal Reserve, marcada para 28 de janeiro, também começa a ganhar relevância. Dados econômicos dos Estados Unidos, como o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), estão no radar dos investidores e podem influenciar o humor dos mercados ao longo do dia.
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Montadoras lideram ganhos nas Bolsas da Europa
A retirada das ameaças tarifárias reduziu pressões sobre o setor automotivo europeu. As ações da Volkswagen avançavam 4,9% em Frankfurt, enquanto a Porsche Automobil subia 2,9%.
Em Londres, os papéis da St. James’s Place e da Land Securities registravam altas de 4% e 3%, figurando entre os maiores ganhos do FTSE 100.
Na ponta negativa, ações de mineradoras operavam em queda, mesmo com desempenho misto das commodities. A Fresnillo recuava 2,6%, a Endeavour Mining caía 2,29% e a Rio Tinto perdia 1,5%.
Entre empresas do setor de defesa, a Rheinmetall caía 1,92% em Frankfurt, enquanto a italiana Leonardo recuava 1,5% em Milão.
Na Suíça, a Zurich Insurance avançava 1%, após a Beazley subir 0,4% ao recomendar a rejeição de uma proposta apresentada pela seguradora. Já as ações da Hochschild avançavam 2,6%, reagindo positivamente a atualizações de produção divulgadas na véspera.

