O dólar fechou esta “super quarta” (28) estável, a R$ 5,20. Segundo operadores, o pregão foi marcado por realização pontual de lucros, após uma sequência recente de valorização do real frente ao dólar.
No início da tarde, o dólar passou a operar em leve alta. A máxima do dia, em R$ 5,2249, ocorreu após o Federal Reserve (Fed) anunciar a manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, voltou a alertar para a inflação ainda elevada, mas indicou que um enfraquecimento do mercado de trabalho pode abrir espaço para cortes de juros no futuro.
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A decisão não foi unânime. Os diretores Stephen Miran e Christopher Waller votaram por um corte de 25 pontos-base. Waller é apontado como um dos possíveis sucessores de Powell, cujo mandato termina em maio.
Dólar perde força no exterior
Após atingir 96,787 pontos, o índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — recuava para a região de 96,400 pontos no fim da tarde. O dólar também reduziu ganhos frente a moedas emergentes e de países exportadores de commodities.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Refletindo esse cenário externo, a moeda perdeu força no fim do pregão e terminou o dia no zero a zero, no menor nível de fechamento desde 28 de maio de 2024.
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Real se destaca entre moedas latino-americanas
Em fala ao Broadcast, o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, afirmou a valorização do real está ligada à desvalorização global do dólar, influenciada por três fatores principais:
- incertezas na política econômica e comercial dos Estados Unidos;
- dúvidas sobre a condução da política monetária após a saída de Powell;
- diversificação de carteiras, com redução da exposição a ativos americanos.
Além disso, o diferencial de juros e o fato de o Brasil ser exportador de commodities metálicas, cujos preços subiram, ajudam a explicar o desempenho do real, que lidera os ganhos entre as moedas da América Latina no início do ano.


