A atividade industrial do Brasil, medida pelo índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), recuou de 47,6 pontos em dezembro para 47 pontos em janeiro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2) pela S&P Global.
A leitura de janeiro representa a maior queda dos últimos quatro meses. Em nota, a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna de Lima, afirmou que o resultado de janeiro reforça um padrão observado nos últimos meses, marcado por fraqueza persistente da demanda no setor industrial.
Segundo a economista, a redução nos pedidos em atraso, a ausência de novos projetos e a estratégia das empresas de manter estoques enxutos indicam que a produção deve seguir em território contracionista no curto prazo.
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Indústria ajusta operações diante de cenário prolongado
Lima avalia que há algum grau de otimismo entre as empresas, sustentado pela expectativa de redução nos custos de empréstimos e por uma possível melhora da demanda ao longo do tempo.
No entanto, o ajuste operacional em andamento sugere que o setor industrial se prepara para uma moderação mais prolongada da atividade. Esse movimento pode afetar decisões de investimento, contratação e expansão da capacidade produtiva.
Custos mais altos pressionam preços e competitividade
Outro ponto destacado pela S&P Global é a elevação gradual nos preços dos insumos utilizados pela indústria. Esse aumento tem levado a um novo avanço nos preços médios cobrados pelas empresas.
Segundo a economista, esse cenário pode comprometer a competitividade do setor e limitar ainda mais a demanda, o que tende a prolongar o ritmo fraco da atividade industrial nos próximos meses.




