O dólar fechou esta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, a R$ 5,19 — menor valor de fechamento desde 28 maio de 2024. O movimento reflete a diversificação de portfólios internacionais e sinais vindos da China sobre menor exposição a títulos dos Estados Unidos.
Segundo analistas, a notícia de que autoridades chinesas teriam recomendado aos bancos do país que diminuam sua exposição aos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, fizeram a moeda americana desvalorizar.
Como consequência, o yuan atingiu máximas desde 2023 e o ouro voltou a subir, o que indica busca por ativos alternativos.
- Investir sem método custa caro no longo prazo. Veja como evitar isso na Masterclass Virada Financeira, é grátis.
Dólar recua no exterior
O enfraquecimento do dólar também aparece no índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas fortes, como euro e iene. O indicador caiu cerca de 0,80%, para a região de 96,8 pontos.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Em 2026, o DXY apresenta queda de aproximadamente 1,49%.
Fluxo estrangeiro e Bolsa sustentam o real
No Brasil, fatores domésticos também contribuíram para a valorização do real. Operadores destacam a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira, que registrou novo recorde de fechamento. Esse fluxo aumenta a demanda por reais, pois investidores precisam converter dólares para comprar ações no país.
Outro fator foi o sinal do Banco Central de que eventuais cortes na taxa Selic devem ocorrer de forma gradual. Em fala ao Broadcast, Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, afirmou que o fortalecimento do real também reflete uma correção após movimentos anteriores.
“Parte dos ingressos de estrangeiros pode ser fruto da migração de recursos que estavam na renda fixa brasileira no fim de 2025”, afirma.
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
Tesouro Nacional capta recursos no exterior
O Tesouro Nacional anunciou uma nova emissão de títulos no mercado internacional, com papéis de 10 anos e vencimento em 2036, além da reabertura de títulos com vencimento em 2056.
Em novembro, o governo já havia captado US$ 2,25 bilhões em títulos sustentáveis, com demanda de cerca de US$ 6,7 bilhões.