O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o primeiro pregão da semana em forte alta de 3,24%, aos 181.931,93 pontos. O resultado consolidou a quinta maior alta intradiária do indicador desde 2021, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.
A forte queda do petróleo (-10%) no cenário internacional após o discurso de Donald Trump — indicando a possibilidade de pôr um fim à guerra — contribuiu para a alta generalizada no pregão e nem mesmo os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) fecharam em queda.
O principal destaque da sessão veio dos bancos, que subiram em bloco. Os papéis do BTG Pactual (Unit +4,72%) e do Bradesco ON + 3,98% e PN +3,66% lideraram no setor financeiro. A maior alta do dia ficou com a MBRF (+14,34%), enquanto somente a Prio (-2,84%) fechou em queda.
Para esta terça-feira (24), os olhares estão voltados para a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), após o primeiro corte nos juros brasileiros desde 2024 na semana passada. O colegiado, no entanto, precisou elevar o tom devido aos conflitos no Oriente Médio e à escalada dos preços do petróleo.
A ata do Copom divulgada pelo Banco Central ressaltou que, além do agravamento das tensões geopolíticas, novas incertezas com relação à política econômica dos EUA colaboraram para tornar o cenário ainda mais incerto.
Para as próximas reuniões, o mercado segue apostando em novos cortes da mesma magnitude (0,25 p.p.). Ao final do ano, no entanto, os economistas esperam que a Selic fique em 12,50% — levemente acima do que acreditavam na semana anterior, segundo o Boletim Focus.
No câmbio, o dólar opera em alta de 0,23%, cotado a R$ 5,25 nesta manhã, após recuar mais de 1% no último pregão, também em decorrência das falas de Trump.
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No cenário internacional, ainda pesam as declarações do presidente norte-americano que, segundo a Bloomberg, foram recebidas com um certo ceticismo. As dúvidas quanto à paralisação da guerra cresceram após o Ministério das Relações Exteriores do Irã negar conversas com Washington e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificar as notícias como falsas e como forma de manipular os mercados financeiros e de petróleo.
Nesta segunda-feira (23), o Financial Times revelou uma suposta possibilidade de insider trading no mercado de petróleo, visto que 15 minutos antes de Trump publicar em sua rede social sobre as conversas com o Irã, investidores apostaram mais de US$ 500 milhões na commodity.
A Casa Branca, no entanto, disse que não tolera que ninguém lucre ilegalmente com informação privilegiada e que qualquer insinuação de envolvimento sem provas é jornalismo “infundado e irresponsável”.
No Brasil, além das reações à ata do Copom, os investidores reagem nesta manhã à desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior, de sua possível candidatura à Presidência da República. Segundo o colunista do O Globo, Lauro Jardim, o escolhido do PSD para se lançar ao Planalto será o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, mas Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) também corre por fora.
O período eleitoral também promoveu mudanças na equipe econômica do atual governo. Após Fernando Haddad deixar o posto de ministro da Fazenda, dando lugar a Dario Durigan, o novo chefe da pasta escolheu Rogerio Ceron como o seu braço direito. Com isso, Daniel Leal assumirá o cargo de Ceron no Tesouro e Úrsula Peres será secretária-executiva adjunta na Fazenda.
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Manchetes desta manhã
- Desde o início da guerra, investidores oficiais estrangeiros venderam US$ 75 bi em Treasuries (Valor)
- Ratinho Junior desiste de concorrer ao Planalto e PSD reafirma que terá candidato (Valor)
- Duração da queda de juros será decidida com o tempo frente a incertezas com guerra no Irã, diz Copom (Folha)
- Escassez de diesel já impacta colheita, e governo teme efeito no preço dos alimentos (O Globo)
- Um dia após renunciar, Cláudio Castro volta a ser julgado no TSE com placar desfavorável e risco de inelegibilidade (O Globo)
Mercado global
As bolsas da Europa operam mistas nesta manhã, após uma abertura no campo positivo, com as incertezas diante dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio pesando. No cenário econômico local, dados do PMI composto da Alemanha, do Reino Unido e da Zona do Euro mostram que a guerra já traz efeitos na atividade da região.
Na Ásia, as bolsas locais fecharam o pregão em alta, mas abaixo das máximas intradiárias por sinais conflitantes sobre a desescalada na guerra, em meio aos discursos conflitantes de Trump e dos líderes do Irã.
Em Nova York, os futuros de NY operam em leve queda, com os investidores optando novamente por cautela em meio às incertezas sobre o desdobramento do conflito no Oriente Médio.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: -0,28%
- FTSE 100: -0,20%
- CAC 40: -0,33%
- Nikkei 225: +1,43%
- Hang Seng: +2,79%
- Shanghai SE Comp: +1,78%
- Ouro (abr): -0,62%, a US$ 4.376,60 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): +0,24%, aos 99,36 pontos
- Bitcoin: +0,23% a US$ 70.907
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Commodities
- Petróleo: commodity volta a subir após despencar no último pregão e Brent ultrapassa os US$ 100 por barril.
WTI para maio sobe 2,54%, a US$ 90,37; enquanto o Brent para maio avança 1,61%, a US$ 101,55.
Minério de ferro: fechou em alta de 0,55% em Dalian, na China, a 824 yuans a tonelada (US$ 119,75)
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Destaques do mercado corporativo
- Petrobras (PETR4): paga R$ 219,2 milhões à PPSA após redefinição da jazida de Sapinhoá.
- Fleury (FLRY3): encerra programa de recompra após adquirir 2,3 milhões de ações.
- Localiza (RENT3): Dynamo amplia fatia para 20,2% das ações preferenciais.
- Embraer (EMBJ3): XP eleva recomendação para compra, com preço-alvo de R$ 92.
- Multiplan (MULT3): vende 10% do BH Shopping por R$ 285 milhões e mantém controle.
- Movida (MOVI3): lucro sobe 64,5% no 4º trimestre e projeção para 1º trimestre deste ano supera consenso.
- BTG Pactual (BPAC11): recupera R$ 73 milhões após incidente envolvendo Pix; sem impacto a clientes.




