O consumo das famílias brasileiras deve passar por reorganização em 2026, com maior sensibilidade a preços e planejamento financeiro. É o que aponta o levantamento “Como os eventos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, da Neogrid em parceria com a Opinion Box.
A pesquisa mostra que 76% dos consumidores pretendem cortar custos ao longo do ano, enquanto 71% afirmam estar mais sensíveis ao preço. Em paralelo, 81% acreditam que produtos e serviços vão ficar mais caros em virtude da quantidade de eventos como Copa do Mundo, eleições e 11 feriados prolongados.
O estudo, no entanto, frisa que não haverá uma retração generalizada, mas uma mudança no padrão de consumo, que será mais seletivo. Mais da metade dos entrevistados está mais preocupada com seus custos de vida do que há 12 meses.
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Preço e eleições ganham peso nas decisões
Segundo a pesquisa da Neogrid, 37% dos entrevistados se consideram muito mais sensíveis ao preço e 34%, um pouco mais sensíveis.
Esse movimento se reflete nas estratégias adotadas. A redução de compras por impulso é citada por 69%, enquanto 55% afirmam buscar mais promoções e 53% dizem procurar lojas com melhores preços.
Além disso, 43% pretendem reduzir gastos com produtos em geral e 40% afirmam que vão cozinhar mais em casa, diminuindo pedidos de delivery.
O estudo aponta que o ambiente político tende a influenciar o consumo em 2026. Para 36% dos entrevistados, as eleições afetam muito as decisões de compra, enquanto 14% indicam impacto parcial.
A percepção de incerteza leva ao adiamento de despesas consideradas não essenciais e reforça o planejamento financeiro.
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Endividamento influencia consumo
O cenário financeiro das famílias ajuda a explicar a cautela. Mais da metade dos consumidores afirma ter dívidas. Entre eles, 15% dizem não saber como irão quitá-las.
Outros 39% têm dívidas, mas com plano de pagamento definido. Já 15% afirmam não ter dívidas, porém também não possuem reserva financeira. Por outro lado, 22% dizem ter dinheiro guardado com plano de uso, enquanto 4% possuem recursos sem destinação definida.
Copa e feriados impulsionam gastos pontuais
Eventos como a Copa do Mundo devem gerar picos de consumo em categorias específicas. Entre os entrevistados, 64% pretendem acompanhar os jogos da seleção brasileira.
Nesse grupo, 51% esperam aumentar gastos com alimentos e bebidas, enquanto 24% citam compras de roupas e acessórios.
O calendário também inclui 11 feriados prolongados. Para 48% dos consumidores, essas datas devem elevar os gastos ao longo do ano. As principais categorias impactadas são lazer (54,8%), alimentação e bebidas (50%) e viagens (40%).
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Feriados pressionam renda e orçamento
Ao mesmo tempo, 55% afirmam que a redução de dias úteis afeta seus rendimentos. Outros 59% dizem que os feriados dificultam o controle do orçamento mensal.
Esse cenário indica que o consumo tende a ser concentrado em períodos específicos, com maior planejamento ao longo do ano.
A disponibilidade de produtos também entra no radar. Cerca de 40% dos entrevistados relatam perceber falta de itens em grandes eventos. Essa percepção incentiva compras antecipadas e substituição de marcas quando o produto desejado não está disponível.




