O dólar fechou esta terça-feira (24) em alta de 0,28%, a R$ 5,25. O movimento foi influenciado principalmente pelo cenário externo, com valorização global da moeda americana em meio ao aumento da percepção de risco relacionado à guerra no Oriente Médio.
A valorização foi determinada pelo aumento dos chamados prêmios de risco, que representam a remuneração exigida por investidores para aplicar em ativos mais arriscados. Em momentos de incerteza geopolítica, como conflitos militares, há uma busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar.
O pico de estresse ocorreu pela manhã, com notícias de ataques iranianos a países do Golfo Pérsico aliados dos Estados Unidos. Declarações de autoridades militares do Irã reforçaram a continuidade do conflito.
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Durante a sessão, o cenário seguiu volátil. Informações sobre possíveis negociações de cessar-fogo ajudaram a reduzir parte das tensões, o que levou o dólar futuro para abril a operar em queda após o fechamento do mercado à vista.
A escalada do conflito também impactou o mercado de commodities. O petróleo avançou mais de 4%, com o contrato do tipo Brent para junho voltando a superar US$ 100 por barril.
Real mantém desempenho relativo positivo
Apesar da alta recente da moeda americana, o real ainda apresenta desempenho relevante no cenário internacional. Segundo analistas, até a véspera, a moeda brasileira acumulava valorização frente a outras divisas importantes, especialmente de países ligados a commodities.
Esse movimento está associado ao chamado diferencial de juros, que ocorre quando um país mantém taxas de juros mais elevadas em relação a outras economias, atraindo capital estrangeiro em busca de rendimento.
Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, opera com alta de 0,08% no fechamento do mercado brasileiro.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Copom e expectativa de juros
A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a sinalização de continuidade no processo de ajuste da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, a taxa foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano.
O documento indicou que o Banco Central (BC) pode seguir com cortes graduais, mantendo a flexibilidade entre reduções de 0,25 ponto e 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões.
Banco Central injeta liquidez no mercado
Durante a tarde, o BC anunciou um leilão de linha no valor de US$ 1 bilhão. Esse tipo de operação consiste na venda de dólares com compromisso de recompra futura, funcionando como uma forma de ofertar liquidez ao mercado.
Diferentemente de leilões voltados apenas à rolagem de contratos, a operação anunciada representou a entrada de novos recursos no sistema.
A medida ocorre em um contexto de piora do chamado dólar casado, que é a diferença entre as cotações do dólar futuro e do dólar à vista. Esse indicador pode sinalizar saída de recursos do país.


