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Home Notícias Empresas e ações

CEO do Grupo Fictor é alvo da PF em investigação sobre fraude contra a Caixa e lavagem de dinheiro

Por Redação
25/mar/2026
Em Empresas e ações, Notícias
Imagem: CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis/Divulgação

Imagem: CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis/Divulgação

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O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, é investigado na Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25) para desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra a Caixa Econômica Federal, além de fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões, segundo informações da GloboNews.

Rafael Góis e o ex-sócio do Grupo Fictor, Luiz Rubini, foram alvo de mandado de busca e apreensão nesta manhã.

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Segundo a Polícia Federal, “os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão”.

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De acordo com os investigadores, a apuração teve início em 2024, após a identificação de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de capitais.

Grupo Fictor é suspeito de ligação com o PCC

Conforme divulgado pelo O Globo, a investigação também apura possível ligação entre o Grupo Fictor e o chamado “Bonde do Magrelo”, apontado como um braço do Comando Vermelho (CV), que disputa espaço com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior de São Paulo.

Segundo a GloboNews, a suspeita é que a empresa tenha participado de operações de lavagem de dinheiro provenientes de atividades ligadas ao tráfico de drogas associadas à organização criminosa.

Estrutura do esquema investigado pela Polícia Federal

Segundo a PF, a organização criminosa atuava com cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilização de empresas de fachada.

Essas empresas eram usadas para movimentar recursos e facilitar operações fraudulentas, inclusive por meio de uma estrutura financeira associada a células criminosas vinculadas ao Comando Vermelho.

De acordo com a PF, os investigados criavam pessoas jurídicas fictícias em larga escala, com características padronizadas para solicitar crédito de forma fraudulenta junto a instituições financeiras.

Entre os elementos identificados estavam capital social simulado, objeto social genérico e estrutura societária com sócio único.

A dinâmica criminosa envolvia diversas etapas operacionais

Entre elas:

  • cooptação de indivíduos para cessão de dados pessoais
  • criação de empresas fictícias com aparência de regularidade
  • elaboração de documentação contábil fraudulenta, como DRE, ECF e declarações fiscais
  • manipulação de faturamento para simular capacidade financeira
  • uso de certificados digitais para operacionalização remota, reduzindo a exposição dos envolvidos
  • participação de gerentes bancários, responsáveis por fornecer informações privilegiadas e inserir dados falsos nos sistemas.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema também previa a utilização temporária das empresas criadas, que permaneciam ativas por período entre um ano e um ano e meio.

No início, cumpriam parte das obrigações financeiras para construir credibilidade junto aos bancos. Posteriormente ocorria inadimplência deliberada, dificultando a recuperação dos valores pelas instituições financeiras.

Há indícios de prejuízos milionários para diversos bancos, entre eles, a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

Papel do Grupo Fictor no esquema, segundo a PF

Segundo a investigação, os responsáveis pelo Grupo Fictor teriam exercido papel relevante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional do esquema.

A atuação incluiria a injeção de recursos para simular movimentações financeiras entre empresas ligadas à organização, principalmente por meio de pagamentos cruzados de boletos.

Essas operações criariam artificialmente a aparência de liquidez e saúde financeira das empresas. Entre os efeitos dessas práticas estariam:

  • simulação de fluxo financeiro
  • geração artificial de faturamento
  • construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

Além disso, segundo os investigadores, empresas ligadas ao Grupo Fictor também teriam participado da criação e gestão de empresas de fachada.

Atuação da Polícia Federal

A Justiça Federal autorizou diversas medidas judiciais para desarticular o esquema. Entre elas, 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva.

Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa.

Até o momento, 14 pessoas foram presas. A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

As ações estão sendo realizadas em municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

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Histórico recente do Grupo Fictor

O Grupo Fictor está em recuperação judicial e ficou conhecido pela tentativa de comprar o Banco Master, no ano passado, um dia antes da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro pelo Banco Central, que é investigado por supostas fraudes financeiras.

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