O número de brasileiros inadimplentes chegou a 81,7 milhões em 2026, um aumento de 38,1% em relação a 2016, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (25) pela Serasa durante evento que marcou os 10 anos do Mapa da Inadimplência.
Além do aumento no número de devedores, o valor total das dívidas cresceu 176% no período analisado. Já a dívida média por consumidor avançou 12,2%, considerando valores corrigidos pela inflação.
Aline Vieira, especialista da Serasa, atribuiu o avanço da inadimplência a uma combinação de fatores econômicos, como os juros elevados e inflação, que impactaram diretamente o orçamento das famílias, conforme mostrou reportagem da CNN Brasil.
A educadora financeira também destacou o papel do crédito e de questões comportamentais no aumento do endividamento. “Muitos consumidores passaram a utilizar o crédito como complemento de renda, e não como um recurso pontual”, disse.
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Também foi citado que o corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa básica de juros não aliviou a conta dos consumidores. Isso porque, mesmo com a redução, a taxa Selic continua alta, a 14,75% ao ano.
Outro destaque do estudo da Serasa é a reincidência. Em 2026, 42% dos inadimplentes já estavam nessa condição há dez anos, o equivalente a cerca de 34 milhões de pessoas, indicando dificuldade persistente de regularização das dívidas.
Mudança no perfil dos devedores
O levantamento também mostra alterações no perfil dos inadimplentes. As mulheres passaram a ser maioria, somando 40,4 milhões em 2026, ante 27,7 milhões em 2016.
Além disso, houve envelhecimento da população inadimplente. A participação de jovens entre 18 e 25 anos caiu de 15,93% para 11,45% no período. Já entre pessoas com mais de 60 anos, houve aumento.




