O dólar fechou esta quarta-feira (25) em queda de 0,67% frente ao real, a R$ 5,22. O movimento foi influenciado pela expectativa de um possível cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, apesar de autoridades iranianas negarem negociações com os Estados Unidos.
Os preços do petróleo recuaram, acompanhando o alívio observado no mercado internacional. O contrato do Brent para junho fechou em queda de 2,96%, a US$ 97,26 por barril. A baixa ocorreu após informações sobre uma proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, para uma pausa de 30 dias no conflito no Oriente Médio, com discussões sobre um plano envolvendo a questão nuclear iraniana.
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Real tem melhor desempenho entre moedas globais
O real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas no mundo. Outras divisas de países emergentes, como moedas latino-americanas e o rand sul-africano, também avançaram frente ao dólar, mas em menor intensidade.
Operadores apontam que o movimento foi influenciado por possível entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira e por ajustes técnicos no mercado futuro de câmbio. Além disso, houve redução da pressão no chamado cupom cambial — taxa de juros em dólar no mercado local — após atuação recente do Banco Central (BC).
Em relatório, o Barclays projeta a taxa de câmbio em R$ 5,30 ao fim do ano. A instituição aponta que o real tende a manter desempenho superior ao de outras moedas emergentes, em função dos juros reais mais elevados no Brasil e da posição do país como exportador de commodities.
Dólar sobe no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, opera com alta de 0,45%, aos 99,632 pontos, no fechamento do mercado brasileiro.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Fluxo cambial segue negativo em março
Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial total da semana de 16 a 20 de março ficou negativo em US$ 119 milhões. O resultado foi puxado pela saída líquida de US$ 1,663 bilhão pelo canal financeiro, que inclui investimentos em ações e renda fixa.
No acumulado do mês até o dia 20, o fluxo total está negativo em US$ 4,724 bilhões, com saídas de US$ 9,980 bilhões no segmento financeiro.
Cenário político entra no radar
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã mostra o senador Flávio Bolsonaro com 47,6% das intenções de voto em um cenário de segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46,6%. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.



