O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (31) em alta de 2,71%, aos 187.461,84 pontos — maior nível desde 2 de março. Apesar da recuperação recente, o índice acumulou queda de 0,70% em março.
A valorização foi impulsionada por sinais de possível distensão no conflito no Oriente Médio. Segundo analistas, declarações indicando interesse do Irã em um cessar-fogo contribuíram para melhorar o sentimento dos investidores.
No primeiro trimestre, a Bolsa brasileira registrou alta de 16,35%, o melhor desde o quarto trimestre de 2020. Considerando apenas os primeiros trimestres, o desempenho foi o mais forte desde 1998 (+57%), segundo dados históricos.
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Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON -1,35% e PN -2,01%) foram duas das quatro que terminaram o dia no vermelho. Por outro lado, a Vale disparou e subiu 3,75%, enquanto os papéis do setor bancário chegaram a subir 4,52%, no caso Itaú (PN).
Entre as maiores altas do dia ficaram Natura (+12,99%), Magazine Luiza (+9,62%) e B3 (+7,98%). Já entre as quedas, ficaram Prio (-8,17%), MBRF (-3,09%) e Petrobras (ON -1,35%, PN -2,01%).
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Bolsa em dólar continua abaixo de pico histórico
Considerando o índice em dólar, houve queda no mês, acompanhando a valorização da moeda americana. O Ibovespa encerrou março aos 36.199,32 pontos em dólar, abaixo dos 36.771,90 pontos registrados no fim de fevereiro.
Ainda assim, o nível permanece distante do pico histórico observado em julho de 2008, quando o índice se aproximou de 45 mil pontos em dólar. Para atingir patamar semelhante, o Ibovespa teria que se aproximar de 240 mil pontos em termos nominais, considerando o câmbio atual.
