O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 2,9% na última semana — que contou com um pregão a menos devido ao feriado — e retomou os 188 mil pontos, mesmo em meio à volatilidade global marcada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.
O movimento ocorreu em paralelo à valorização de outros ativos, como o S&P 500, que subiu cerca de 2%, e à desvalorização do dólar, que cedeu para a faixa de R$ 5,15.
Segundo a leitura de Marco Morelli, da Wiser | BTG Pactual, no novo episódio do podcast Perspectivas da Semana, o mercado brasileiro tem mantido estabilidade relativa, com destaque para o fluxo de capital estrangeiro e o comportamento das commodities.
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Além do petróleo, outras commodities relevantes para o Brasil, como minério de ferro e soja, também são monitoradas pelo mercado. A valorização desses produtos pode reforçar o superávit comercial e contribuir para a redução da pressão sobre as contas externas.
Confira a análise na íntegra:
Fluxo estrangeiro sustenta Bolsa
Um dos principais fatores acompanhados pelo mercado é a entrada de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Em 2026, o fluxo já supera R$ 50 bilhões.
Esse movimento representa a alocação de recursos de investidores internacionais em ações brasileiras. Quando há entrada líquida, há aumento da demanda por ativos, o que tende a sustentar os preços.
Segundo Morelli, esse fluxo pode ter caráter estrutural. Isso porque o mercado americano possui dimensão significativamente maior, o que abre espaço para redistribuição global de investimentos.
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Juros e inflação seguem no radar
No cenário internacional, as taxas de juros dos Estados Unidos registraram leve alta, enquanto o mercado mantém expectativa de manutenção na próxima reunião do Federal Reserve.
A expectativa de corte de juros foi antecipada, com parte do mercado projetando redução a partir de setembro. Essa projeção depende da evolução da inflação e do mercado de trabalho.
A política monetária é definida com base nesses indicadores. Juros mais altos tendem a conter a inflação, mas também reduzem o ritmo da atividade econômica.
Agenda econômica
A agenda da semana concentra indicadores relevantes para os mercados. Entre os principais dados estão os índices PMI, que medem a atividade econômica, e a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, divulgada pelo Fed de Atlanta.
No Brasil, os dados da balança comercial são esperados para esta terça-feira (7). A valorização do petróleo, principal item da pauta de exportações do país, tende a melhorar a balança comercial.
O dia mais movimentado será na quinta-feira (9), com dados de inflação no Brasil, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e nos Estados Unidos, além de indicadores do mercado de trabalho.











