A atividade econômica do setor de serviços brasileiro, medida pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI), caiu de 53,1 pontos em fevereiro para 50,1 pontos em março, segundo dados divulgados pela S&P Global.
Apesar da desaceleração, o indicador permaneceu acima da marca de 50 pontos pelo quinto mês consecutivo.
Segundo Pollyanna de Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, o setor enfrentou aumento nos custos de insumos devido ao conflito no Oriente Médio, que elevou despesas operacionais.
Com isso, empresas de serviços repassaram parte desses custos aos consumidores. Os preços cobrados avançaram no ritmo mais intenso desde outubro de 2025.
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A economista explicou que as empresas relataram impacto negativo das taxas de juros elevadas — atualmente em 14,75% ao ano — e da redução da renda das famílias sobre a entrada de novos negócios.
Além disso, a pesquisa apontou queda na confiança das empresas em relação às perspectivas futuras. Entre os fatores citados estão preocupações com a concorrência, o comportamento da inflação e o ambiente político, incluindo o cenário eleitoral.
PMI composto entra em contração
O PMI Composto, que reúne dados dos setores de serviços e indústria, recuou de 51,3 pontos em fevereiro para 49,9 pontos em março. Segundo a S&P, o resultado aponta para estagnação da economia no fim do primeiro trimestre.











