O dólar fechou esta segunda-feira (6) em queda de 0,26% frente ao real, a R$ 5,14 — menor nível de fechamento desde 27 de fevereiro. O movimento acompanhou a moeda americana no exterior e foi influenciado pelo noticiário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã.
Ao longo do dia, declarações do presidente Donald Trump trouxeram volatilidade ao mercado, ao combinar ameaças de escalada militar com sinalizações de avanço nas negociações diplomáticas. Ainda assim, houve aumento do apetite por ativos de países emergentes, como o Brasil.
Trump afirmou que o prazo para um acordo com o Irã se encerra nesta terça-feira, às 21h (horário de Brasília), e voltou a ameaçar ações militares caso não haja avanço nas negociações.
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Apesar do tom duro, o presidente também classificou propostas recentes do Irã como um “grande passo”, ainda que insuficientes para atender às exigências americanas, indicando um cenário de incerteza que mantém os mercados sensíveis a novas informações.
Após subir 0,87% em março, o dólar acumula queda de 0,62% nos primeiros pregões de abril. Em 2026, a divisa registra perdas de 6,24%.
Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio
Os preços do petróleo, considerados um dos principais indicadores do risco geopolítico global, registraram alta moderada. O contrato do WTI crude oil para maio avançou 0,77%, a US$ 112,41 por barril.
Já o Brent crude oil para junho — referência utilizada pela Petrobras — subiu 0,68%, a US$ 109,77 por barril.
A commodity chegou a cair no início do dia com notícias de negociações entre EUA e Irã, mas voltou a subir após a recusa de Teerã a uma proposta de cessar-fogo e novas declarações de Trump.
Dólar opera estável no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou próximo da estabilidade, ao redor dos 100 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Entre moedas emergentes, houve valorização relevante do peso mexicano e do florim húngaro, refletindo o aumento do apetite por risco em mercados internacionais.
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Payroll forte nos EUA muda expectativas
Na última sexta-feira (3), dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos indicaram criação de 178 mil vagas em março, conforme o relatório conhecido como “payroll”. O número superou a mediana das projeções, que apontava para 51 mil vagas.
O resultado reforça a resiliência da economia americana e influencia diretamente as expectativas de política monetária. Com o mercado de trabalho aquecido e os preços do petróleo em alta, cresce a preocupação com pressões inflacionárias.
BC vê câmbio estável e destaca “carry”
No Brasil, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que a condução cautelosa da política monetária coloca o país em posição mais favorável para lidar com choques externos.
Galípolo destacou que o real tem sido beneficiado por dois fatores principais: o fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo e o elevado “carry”.











