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Juros elevados e liquidez fortalecem crédito privado no Brasil, analisa presidente da Anbima

Por Gabriela Santos
08/abr/2026
Em Mercados, Notícias
Imagem: Cauê Diniz/B3

Imagem: Cauê Diniz/B3

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O mercado de capitais brasileiro tem avançado de forma relevante nos últimos anos e muito desse crescimento é atribuído ao crédito privado, favorecido pelo ambiente de juros elevados, com maior liquidez e evolução da infraestrutura de negociação.

A avaliação é de Carlos André, presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em um debate entre lideranças do mercado de capitais durante o MKBR 26, promovido pela B3 em parceria com a Anbima em São Paulo nesta terça-feira (7).

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Carlos André afirmou que o segmento tem concentrado parte relevante dos avanços recentes: “Muitos dos frutos positivos que a gente vem colhendo têm vindo desse mercado de crédito privado, quando a gente está falando de mercado de capitais. Claro que o juro alto é um dos componentes que contribui para a atratividade (…) Mas realmente o essencial é que o mercado está bastante funcional: o mercado secundário em atividade, com liquidez e transparência de preço.”

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Evolução estrutural amplia mercado de crédito privado

Luiz Masagão, vice-presidente da B3, destaca que o mercado de crédito privado tem destaque absoluto, mostrando a capacidade de adaptação que o mercado de capitais brasileiro tem e desenvolveu na última década.

Os dados apresentados por Masagão durante o evento indicam expansão relevante do crédito privado, com cerca de R$ 650 bilhões em novas emissões e um mercado secundário movimentando mais de R$ 7 bilhões por dia.

Segundo Masagão, esse crescimento também se reflete na redução do ticket médio das operações, indicando maior participação de empresas no mercado.

Ele relembrou que, há cerca de uma década, instrumentos como debêntures eram predominantemente negociados de forma bilateral, e hoje fazem parte de um mercado mais amplo e estruturado.

“A gente vê essa jornada começando com bastante potencial para ampliar a quantidade de players na parte de emissores”, estimou.

Liquidez impulsiona emissões e participação no mercado

A melhora na dinâmica do mercado também influencia o comportamento em momentos de maior instabilidade. Segundo Carlos André, a existência de preços de referência e maior liquidez também favorece o funcionamento do mercado em momentos de instabilidade.

Ele destacou ainda que a liquidez tem contribuído para a formação de preços mais claros, o que facilita novas emissões.

“Uma das grandes conquistas que vem como efeito colateral do aumento de liquidez é você ter referência de preço, que ajuda a trazer novas emissões, e com ela tudo fica mais fácil: você consegue novas emissões com mais convicção de que está fazendo a precificação correta e vai encontrar a demanda que desejaria no mercado.”

André explica que, com a saída a preço adequado para os clientes, as instituições se sentem mais estimuladas e mais confortáveis em participar desse ecossistema [do crédito privado]. E, quando vem volatilidade, o spread (diferença entre a taxa de retorno de um título privado e um ativo considerado mais seguro, como títulos públicos) se adequa à instabilidade.

O executivo afirmou ainda que há expectativa de novas emissões e ampliação do acesso ao mercado por empresas de menor porte.

“Eu vejo como muito construtivo o futuro dessa indústria de crédito privado. Vai ter novas emissões. E com o Regime Fácil, o acesso para as pequenas e médias empresas tende a ser mais concentrado também na parte de crédito privado.”

Juros altos mantêm protagonismo da renda fixa

O cenário macroeconômico segue como elemento central para a dinâmica do mercado. Durante o evento, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, avaliou que o cenário de juros elevados deve manter a predominância da renda fixa na alocação dos investidores brasileiros no cenário de juros elevados.

Finkelsztain destacou ainda a relevância do mercado de dívida corporativa, conhecido como DCM (Debt Capital Markets), no financiamento das empresas. Segundo ele, o avanço de instrumentos como derivativos de crédito permite melhorar a gestão de passivos pelas companhias, ampliando a participação do mercado nos investimentos corporativos.

“Um terço do financiamento das empresas já vem de instrumentos de mercado de capital e agora a gente pode trabalhar com indexadores, derivativos de crédito, para que as empresas possam fazer uma gestão melhor dos seus passivos e o mercado consiga participar deste crescimento, desses investimentos que essas empresas fazem”, completou.

Finkelsztain relembra que, há 15 anos, havia poucas opções de investimento, com CDB, poupança, fundo DI e fundo multimercado como opções de investimento.

“Agora estamos preenchendo com novas opções, como os ETFs, que têm mudado a indústria de fundos e que parece que nos próximos 10 anos vai ser o destaque na indústria de fundos. Mas temos um encontro de contas, como país, com as nossas contas fiscais. Precisamos fazer essa discussão de como o orçamento precisa caber no país, para que a partir de 2027 consigamos garantir que as futuras gerações tenham um país com juros mais baixos, boas empresas, bons investimentos e uma indústria mais sofisticada”, conclui.

Fluxo estrangeiro desafia leitura tradicional do mercado

O ambiente externo tem gerado efeitos distintos do esperado sobre os ativos brasileiros. Mesmo com o aumento das tensões geopolíticas globais, o país tem registrado entrada de capital estrangeiro e valorização da Bolsa.

André destaca que em cenários anteriores o mercado esperaria uma valorização do dólar em relação ao real, uma desvalorização da Bolsa, e a incerteza, “que aconteceu de uma maneira tal que os investidores passaram a olhar, de alguma maneira, mercados emergentes, com melhores olhos, de forma estratégica, na margem.

“O mercado americano ainda é um polo de atração muito grande de capitais, mas quando a gente fala na margem do volume de recursos que tradicionalmente é direcionado para o mercado americano, qualquer movimento é muito dinheiro e o que a gente viu foi exatamente um efeito reverso de valorização da Bolsa, com entrada de dinheiro de investidores estrangeiros aqui no mercado.”

Para André, 2026 vai ter um mercado com volatilidade atrelada ao cenário externo, além dos componentes domésticos, principalmente de eleição, com mais de volatilidade. “A volatilidade vai existir e quem conseguir ser competente de trabalhar nesse ambiente vai se destacar”, conclui.

Nesse contexto, há uma diferença de percepção entre investidores locais e internacionais.

Para Masagão, há uma dicotomia entre como o mercado local vê o Brasil e como o mercado externo está analisando o Brasil, num momento de fluxo estrangeiro muito grande, onde talvez a falta de confiança e incertezas externas estejam maiores do que no cenário doméstico, “ou talvez eles não estejam acostumados a lidar com as incertezas da forma como a gente conhece”.

Queda de juros pode destravar IPOs

A retomada do mercado de ações depende, segundo especialistas, de uma trajetória de queda dos juros.

Guilherme Maranhão, diretor de renda fixa do Itaú BBA, destacou que, mesmo sem IPOs recentes, empresas têm acessado o mercado por meio de ofertas subsequentes.

“O spread de crédito mais baixo compensou um pouco do juro estruturalmente mais alto. E apesar de não ter tido IPO nos últimos quatro anos, as empresas conseguiram se servir do mercado de equity por meio de folow-ons.”

Segundo Maranhão, “com expectativa real após o primeiro corte de juros, tende a ter uma movimentação para IPOs, follow-ons e instrumentos híbridos, aqueles nos quais se tem uma mistura de características entre renda-fixa e renda-variável.”

Ele avalia que a redução das taxas pode estimular novas aberturas de capital e emissões híbridas: “um fluxo que vai muito para renda fixa, em momentos de incerteza, como a gente tem agora, vai para CDB, vai para a letras de crédito e sai do crédito privado. No entanto, se começar a ter no horizonte esse juro de 10%, 11%, começa a ter uma confluência de interesses, entre um investidor que quer listar sua companhia e o investidor que, ao mesmo tempo, aceita correr o risco, porque já vê que esse juro é um pouco menor.”

Maranhão avalia ainda que com a possibilidade de redução dos juros, agora impactado pelo cenário geopolítico, a tendência é que essa migração para os instrumentos de hedge e híbridos tende a reduzir, enquanto deve ter uma persistência no crédito privado, que também pode ser afetado pelo cenário externo, devido a problemas creditícios por conta do juro alto.

Tecnologia amplia acesso ao crédito

Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset, destaca que o avanço tecnológico tem permitido ampliar o acesso ao crédito privado.

A procura por crédito High Grade e High Yield nos últimos 3 ou 4 anos acaba dando acesso também para as pequenas empresas, incluindo pequenos produtores que têm algumas estruturas de fundos, à medida que o avanço tecnológico e a capacidade de fazer a gestão desse tipo de crédito se ampliam, segundo o executivo.

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Riscos envolvem juros, cenário externo e instituições

No decorrer do evento, lideranças apontaram como principais riscos o nível elevado de juros, as incertezas globais e fatores institucionais.

Funchal atribui o maior risco para o mercado de capitais ao cenário de juros altos e incertezas quanto ao ciclo de cortes diante da incerteza sobre o fim dos conflitos no Oriente Médio, com o choque inflacionário. Já para Masagão, o maior risco é institucional, com o desafio de garantir a fortaleza dos reguladores.

No hub de oportunidade para o mercado de capitais, Maranhão destaca o investidor estrangeiro como uma parte muito relevante no mercado de equity; e, ainda que o investimento nesse segmento seja em pequenos volumes, repercute um efeito relevante no mercado de capitais brasileiro.

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