Em um dia de forte aversão ao risco global, o Ibovespa futuro cai mais de 2% com os investidores temerosos a uma nova variante da covid-19 descoberta da África do Sul e com poder de maior de mutação. O reflexo foi imediato nas commodities. O petróleo recua mais de 6% e o minério de ferro despencou quase 5%, em Dalian, na China.
Por aqui, o Ibovespa deve apresentar liquidez baixa por conta do horário reduzido dos negócios em Nova York em que as bolsas norte-americanos fecharão
mais cedo, às 15h (horário de Brasília).
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Ainda por aqui, o mercado deve acompanhar os dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), que serão divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência.
Às 9h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em dezembro caía 2,63%, aos 103.655 pontos. Os futuros norte-americanos e as bolsas europeias operavam em baixa. Os índices asiáticos fecharam em queda.
Segundo José Costa Gonçalves, analista da Codepe Corretora, a Bolsa terá um dia de queda com os reflexos que mais uma variante do coronavírus de causar globalmente. “Essa nova variante assusta o Brasil e o mundo e o impacto é forte no mercado financeiro porque fica o fantasma de um novo lockdown, principalmente na Europa, que já enfrenta restrições, e devido à experiência passada pode fechar ainda mais os países”.
O analista comentou que se a Europa fecha, o PIB pode cair e provocar uma recessão, no entanto, “pode aliviar a inflação, cai preço do minério, gás e petróleo”. E por aqui, “devemos ficar atentos ao carnaval para não repetir os problemas europeus”. Na sessão de hoje haverá fortes ajustes nos ativos e “a preocupação com a variante pode ser um fator para retardar o aumento de juros nos Estados Unidos”.
Embora, a situação da variante seja preocupante, Gonçalves salientou que esse cenário pode trazer excelentes oportunidades para os investidores, “se ganha na compra e não na venda”.
Os analistas da Ajax Capital afirmaram que “a Bolsa deve acompanhar a piora do cenário externo”.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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