O dólar comercial encerrou a sessão praticamente estável, com ligeira queda de 0,01%, a R$ 5,1160 para venda. A cautela de sexta-feira é algo normal, mas tendo em vista os últimos dados de inflação nos Estados Unidos e o recesso parlamentar no Brasil, os investidores ficam ainda mais receosos. Vale lembrar também que há um monitoramento dos casos da variante Delta do coronavírus pelo mundo e os efeitos disso na retomada da economia global.
“O dólar comercial exibiu mediana amplitude. Abriu em queda, teve uma alta pontual ainda na primeira hora dos negócios, em reação ao inesperado crescimento das vendas no varejo nos Estados Unidos, entretanto voltou a cair ao longo da maior parte da sessão, acompanhando a fragilidade de seu par do exterior, que operou no modo perdedor, principalmente de algumas divisas emergentes e ligadas às commodities”, explicou Jefferson Rugik, da Correparti Corretora.
“Perto do encerramento dos negócios, o dólar comercial engatou um movimento de recuperação, inverteu sinal e passou para o território positivo, reflexo da piora das bolsas em Nova York e aqui, para registrar em seu fechamento a marca de R$ 5,11”, acrescentou Rugik.
“Após deterioração adicional do sentimento no âmbito da CPI da Covid, que ontem contou com representante da Davati, Cristiano Carvalho, afirmando que houve atuação de gestores do Ministério da Saúde para tratar de propina em conversas para venda de vacinas, investidores abrem a sexta-feira atentos aos desdobramentos do assunto (embora com as sessões suspensas por conta do recesso parlamentar)”, diz boletim da Commcor.
“No mais, como pano de fundo seguimos com reflexos das falas dovish de Jerome Powell, à despeito da tração inflacionária norte-americana, realidade que garante resiliência aos principais ativos de risco globais. Nesse front, muito dificilmente veremos eventuais bons dados de varejo de junho levando a um risk off, tendo em vista o posicionamento firme de Powell mencionado”, acrescentou a Commcor.
Eduardo Puccioni / Agência CMA
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