O BTG Pactual iniciou 2026 com mudanças relevantes na carteira de dividendos, substituindo Gerdau (GGBR4) e Cyrela (CYRE3) por Caixa Seguridade (CXSE3) e pela Sanepar (SAPR11), que foi excluída da carteira de dezembro e agora retorna como uma das teses mais promissoras para a distribuição de dividendos em 2026.
Além dessas substituições, o banco promoveu ajustes de peso, reduzindo a exposição à Copel (CPLE3) e ampliando as participações de Allos (ALOS3) e Direcional (DIRR3) em 5% cada.
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Confira a carteira recomendada de dividendos para janeiro
- Itaú Unibanco
- Petrobras
- Vale
- Bradesco
- B3
- Caixa Seguridade
- Equatorial
- Copel
- Copasa
- Allos
- Sanepar
- Direcional
Segundo o banco, a estratégia para a carteira de janeiro está baseada em uma análise focada em ativos considerados de maior qualidade, com maior resiliência na entrega de resultados e geração de caixa.
Sanepar é aposta de dividendos para 2026
O BTG considera que a Sanepar (SAPR11) é negociada a múltiplos considerados baixos, apesar de operar de forma ineficiente e abaixo de seu potencial.
Considerando a predileção de SAPR11 como fonte de dividendos em 2026, o BTG avalia que o principal evento envolvendo a Sanepar em 2026 será político.
“A corrida para o governo estadual pode levar investidores a precificar expectativas de maior eficiência operacional ou medidas voltadas à privatização”, avalia o banco.
Segundo o banco, caso a ação reduzisse a diferença em relação ao EBITDA regulatório, diminuísse o desconto de capex para cerca de 3% e passasse a ser negociada com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real em torno de 9%, nível próximo ao de diversas ações disponíveis no mercado, seria necessária uma valorização de pouco mais de 60%.
O BTG considera ainda outro cenário, no qual a empresa seria negociada a 1 vez EV/RAB (valor sobre a base de ativos regulatórios), a valorização necessária seria superior a 50%. Atualmente, a Sanepar é negociada a cerca de 0,8 vez EV/RAB.
O múltiplo P/L (preço sobre lucro) da companhia é de 7 vezes para 2026 e 6,5 vezes para 2027. Já os múltiplos EV/EBITDA são de 4,6 vezes para 2026 e 4,5 vezes para 2027.
Segundo o banco, em ambos os casos, o potencial de valorização é significativo, embora a ação apresente características especulativas.
Caixa Seguridade como fator de proteção
A Caixa Seguridade (CXSE3) foi incluída na carteira de janeiro devido à natureza mais previsível de seus resultados, concentrados principalmente no seguro hipotecário, que possui uma duração mais longa, e no negócio de pensões, que apresenta forte transferência de resultados.
O BTG também destaca o contrato atualizado e estendido com o banco controlador, a Caixa, como um fator relevante para a tese.
De acordo com o banco, esses elementos fazem com que a CXSE3 mereça negociar com um valuation superior ao de seu principal comparável, a BB Seguridade (BBSE3).
Outro ponto citado é a melhora na cobertura e o aumento da liquidez após o recente follow-on, o que pode contribuir para a expansão dos múltiplos.
Para 2026, o banco estima um dividend yield de 8,9%, apontado como um fator de proteção para o investidor.
Copel perde peso na carteira de dividendos apesar de avanços pós-privatização
A Copel teve sua exposição reduzida em 5% na carteira de janeiro, embora o BTG considere que a companhia vem cumprindo de forma consistente suas metas após a privatização.
Entre os eventos considerados positivos para os próximos meses estão a migração para o Novo Mercado, que pode aumentar a liquidez das ações e estimular o interesse de investidores estrangeiros, além dos pagamentos de dividendos previstos na nova política aprovada no início do ano.
A empresa também se beneficia dos preços mais elevados da energia, devido à sua posição não contratada para os próximos anos no segmento de geração.
As ações da Copel são negociadas a uma TIR real de 8,6%, enquanto outras empresas pagadoras de dividendos acompanhadas pelo banco operam com TIRs reais entre 6% e 7%.
Allos surpreende com projeção de dividendos acima do esperado
Na carteira deste mês, a Allos teve sua participação elevada em 5%. No terceiro trimestre de 2025, a companhia apresentou resultados em linha com as estimativas do BTG, tanto em receita quanto em lucro líquido.
Os indicadores operacionais também permaneceram satisfatórios, apesar do crescimento mais lento das vendas nas mesmas lojas.
A empresa divulgou um novo guidance para 2026, que prevê:
- Capex entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões, com foco em projetos menores e em menor número
- Distribuição de dividendos mensais entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação
Segundo o BTG, enquanto o guidance de capex está alinhado às suas estimativas, a projeção de dividendos é significativamente superior ao esperado, uma vez que o guidance implica um dividend yield próximo de 13% para 2026, frente à estimativa anterior de 4,5%.
O banco avalia o guidance de dividendos como uma notícia positiva, destacando que a Allos planeja devolver mais capital aos acionistas e que pode sustentar esses pagamentos por alguns anos, considerando sua alavancagem de 1,7 vez dívida líquida/EBITDA, abaixo da meta de 2 vezes.
Direcional pode surpreender em meio a estimativas conservadoras
A Direcional também teve aumento de 5% em sua participação na carteira. Do ponto de vista macroeconômico, o BTG afirma estar otimista com as perspectivas para as construtoras voltadas a imóveis populares, em função do momento favorável do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que tem permitido crescimento acelerado e retornos elevados.
No aspecto operacional, o banco considera que a Direcional está bem posicionada para aproveitar esse cenário, apoiada por sua equipe de engenharia e pelo controle rigoroso das operações. A empresa também deve se beneficiar da expansão dentro do novo MCMV Faixa 4, por meio da marca Riva.
O BTG acredita ainda que a companhia esteja preparada para apresentar resultados sólidos no quarto trimestre e que pode surpreender investidores em termos de crescimento, uma vez que as estimativas consensuais para 2026 são vistas como conservadoras.
As ações da Direcional são negociadas a 6,5 vezes o lucro projetado para 2026.
Rentabilidade em dezembro
Em dezembro, a Carteira de Dividendos do BTG registrou desempenho de negativo de 1,6%, enquanto o IDIV avançou 1,5% e o Ibovespa subiu 1,3% no mesmo período.
No entanto, no período acumulado desde 8 de novembro de 2019, a Carteira Recomendada de Dividendos apresenta rentabilidade de 126,6%, contra 87,6% do IDIV e 49,7% do Ibovespa.
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Confira a performance por ação em dezembro:






