Muitos investidores iniciantes cometem o erro de olhar apenas para o preço final do imóvel, ignorando a localização. No entanto, em São Paulo, a escolha do bairro define não apenas a segurança do capital, mas principalmente a velocidade da revenda (liquidez). O “melhor” bairro para leilão depende inteiramente da sua estratégia: você busca lucro máximo na compra ou giro rápido do dinheiro?
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Qual a melhor região para encontrar liquidez e revenda rápida?
Se o seu objetivo é comprar e vender rápido, a Zona Sul e partes da Zona Oeste são imbatíveis. Bairros como Vila Mariana, Pinheiros e Santo Amaro possuem uma demanda habitacional constante, o que garante que o imóvel não fique “encalhado” após a regularização. A liquidez nessas áreas é alta porque elas concentram infraestrutura de metrô e serviços de elite.
No entanto, a concorrência nesses locais também é feroz. Em leilões de apartamentos na Vila Mariana, por exemplo, é comum que o desconto final fique menor (na casa dos 20% a 30%) devido à quantidade de interessados disputando o lote. O lucro aqui vem da segurança e do giro rápido, não necessariamente de uma margem de compra explosiva.

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Onde estão os descontos mais agressivos da capital?
Para quem busca margens de lucro maiores e aceita um tempo de venda um pouco mais longo, a Zona Leste é um terreno fértil. Bairros como Itaquera, Penha e Vila Matilde concentram um volume gigantesco de leilões extrajudiciais (retomados de banco), muitas vezes com descontos que superam os 50% do valor de avaliação.
A Zona Norte, especialmente em regiões como Pirituba e Freguesia do Ó, também oferece excelentes oportunidades de casas térreas, um tipo de imóvel escasso nas áreas nobres. Nessas regiões, o valor absoluto do investimento é menor, permitindo que investidores com menos capital entrem no jogo comprando imóveis à vista.
Quais bairros oferecem maior potencial de valorização?
Investidores de “olho clínico” estão migrando para áreas em processo de revitalização ou expansão do metrô. O Centro Expandido, especificamente bairros como Campos Elíseos e Bela Vista, tem atraído atenção. Apesar dos problemas sociais conhecidos, os leilões nessa área costumam ter preços de metro quadrado muito abaixo da média da cidade, com um potencial de valorização alto a longo prazo.
Outro destaque é a Vila Clementino e arredores. Com a expansão hospitalar e novas estações, a região valorizou muito, mas ainda é possível encontrar leilões judiciais antigos com avaliações defasadas, o que cria uma “gordura” de lucro instantânea para o arrematante atento.
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Comparativo de perfil por região
Para facilitar a decisão, é útil cruzar o perfil do investidor com a característica predominante dos leilões em cada zona da cidade. O investidor deve escolher onde lutar suas batalhas baseando-se no seu orçamento e paciência.
Na tabela abaixo, estão os principais indicadores observados no mercado de leilões paulistano:
| Região/Bairro | Perfil do Leilão | Liquidez de Venda | Desconto Médio Esperado |
| Vila Mariana / Pinheiros | Judicial e Extrajudicial (Alto Padrão) | Altíssima | Baixo/Médio (20-30%) |
| Itaquera / Zona Leste | Extrajudicial (Retomada Caixa) | Média | Alto (40-60%) |
| Centro (Bela Vista) | Judicial (Dívidas de Condomínio) | Média/Alta | Alto (devido ao risco) |
| Morumbi / Vila Andrade | Judicial (Imóveis grandes) | Baixa | Altíssimo (difícil vender) |
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O fenômeno do Morumbi e Vila Andrade
É impossível falar de leilões em São Paulo sem mencionar o Morumbi e a Vila Andrade. Esses bairros são os campeões absolutos em volume de ofertas em leilões judiciais, principalmente por dívidas de condomínio impagáveis. É comum encontrar apartamentos gigantescos por preços irrisórios.
Contudo, isso é uma armadilha para muitos. A liquidez desses imóveis é baixíssima porque o custo de manutenção (condomínio e IPTU) é muito alto para o padrão de renda médio do brasileiro. O investidor deve ter extremo cuidado: arrematar barato aqui é fácil; o difícil é vender depois sem ter o lucro corroído pelas despesas mensais enquanto o imóvel está parado.

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Como filtrar as oportunidades na prática?
Não existe um bairro mágico, mas existe a compra certa para o perfil certo. O investidor de sucesso em São Paulo geralmente domina uma “micro-região”. Em vez de tentar olhar a cidade toda, ele se torna especialista nos preços da Mooca ou do Tatuapé, por exemplo.
Essa especialização permite identificar quando um imóvel vai a leilão com uma avaliação errada (para baixo), garantindo o lucro na compra. Portanto, a recomendação é escolher uma zona de atuação, estudar o preço do metro quadrado real nas ruas específicas e monitorar os editais focados apenas naquela geografia.





