O saldo da balança comercial acumulado até agosto foi de US$ 43,9 bilhões, valor inferior ao de igual período de 2021, US$ 52 bilhões. O menor superávit de 2022 é explicado pela menor variação em valor das exportações, em comparação com o resultado de 2021. Entre janeiro/agosto de 2020 e 2021, as exportações cresceram 37,4% e as importações, 34,4%. Em 2022, a variação do acumulado do ano até agosto em relação ao mesmo período de 2021, foi de 19,1% para as exportações e 32,3% para as importações. Na comparação interanual do mês de agosto entre 2021 e 2022, as exportações cresceram em valor 13,1% com aumento no volume de 6,6% e nos preços de 5,7%. Ao longo do ano, porém, a variação dos preços superou a do volume e na comparação do acumulado do ano até agosto, os preços subiram 17,4% e o volume, 1,3%. O aumento das importações, na base mensal, foi de 36,4%, com variação positiva de 17% nos preços e 16,4% no volume. Diminuiu, portanto, a diferença entre a variação nos preços e no volume observada nos meses anteriores, mas na comparação do acumulado do ano, o volume cresceu 3% e os preços, 28,1%.
O menor crescimento nos preços exportados está associado ao desempenho das commodities, que explicaram 67% das exportações brasileiras, em agosto, e 68%, no período de janeiro a agosto. Os preços das commodities aumentaram 3% e os das não commodities, 12,7%, na comparação do mês de agosto. No entanto, no ano, a variação nos preços das commodities e das commodities é similar, 18% e 17%, respectivamente. No caso do volume, as não commodities registraram variações que são superiores às das commodities, seja na comparação mensal ou no acumulado do ano até agosto.
Nas importações, a variação nos preços das commodities foi de 51,4%, na comparação mensal, e de 63,4%, no acumulado do ano.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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