Em dia de agenda esvaziada por aqui, o Ibovespa futuro recua acompanhando o exterior com os investidores temerosos à inflação que não dá sinais de desaceleração nos Estados Unidos e paira a preocupação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) suba mais os juros na reunião da próxima semana (20 e 21), considerada a Super Quarta, porque também tem decisão de política monetária aqui no Brasil.
A recessão global segue no radar dos agentes financeiros e nem mesmo os números mais positivos da economia na China dão alento ao mercado- vendas no varejo subiram 5,4% em agosto na comparação anual e a produção industrial teve alta de 4,2% em agosto ante ao mesmo período do ano passado.
Os indicadores norte-americanos desta semana sinalizaram que o mercado de trabalho está aquecido e pode ter pressão inflacionária.
Hoje os investidores ficam atentos ao relatório da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, sobre sentimento do consumidor referente a setembro.
Hoje é dia de exercício de opções sobre ações na B3 e vencimento triplo de opções nos Estados Unidos-futuros sobre índices do mercado de ações, opções de índice do mercado de ações e opções sobre ações-, o que pode trazer volatilidade.
O petróleo sobe refletindo a desaceleração global e o minério de ferro teve uma sessão negativa. O movimento das commodities pode influenciar nas empresas ligadas à matéria-prima na Bolsa.
Às 9h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em outubro caía 0,43%, aos 110.125 pontos. Os futuros norte-americanos e bolsas europeias operavam em queda. Na Ásia, os índices fecharam no negativo.
Os analistas da Commcor, em relatório, disseram que apesar de dados da atividade chinesa positivos, a palavra de ordem é cautela nos mercados globais.
“Após os dados de inflação nos Estados Unidos nesta semana que fortaleceramas apostas em uma elevação de 0,75 ponto percentual (pp) na semana que vem, investidores começaram a se preparar para um possível tom mais duro da autoridade monetária em seus próximos discursos”.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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