As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda após dados de inflação nos EUA e no aguardo de Jerome Powell, presidente do FED, que deve falar às 11h.
A renda dos norte-americanos em julho subiu 0,2% em relação a junho, uma alta de US$ 47 bilhões em termos absolutos, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) subiram 0,1% na mesma base de comparação, uma alta de US$ 23,7 bilhões. Além disso, o índice de preços para os gastos pessoais (PCE) caiu 0,1% em julho na comparação mensal, depois de registrar também alta de 1,0% em junho.
“O PCE caiu 0,1% em julho, enquanto a previsão do mercado era de elevação. Esse resultado ajuda o FED a adotar uma postura mais dovish”, afirma Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos.
Apesar disso, a expectativa segue sendo por um FED mais hawkish. “Essa queda na inflação está acontecendo por causa de bens: commodities estão caindo e gargalos na cadeia de suprimento estão se resolvendo, mas a dificuldade é trazer para a meta de 2%. O ambiente de oferta e demanda segue bastante apertado”, explica Kmoura.
Segundo dados do CME Group, o consenso já aponta novamente para uma probabilidade em torno de 63% de uma alta de 75bps na próxima reunião do FOMC.
Por volta das 10h00 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,715% de 13,72% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 12,065%, de 12,13% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,805% de 11,89%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em queda, cotado a R$ 5,08 para venda.
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