Analistas do Bank of America (BofA) estiveram em reunião com quase 50 investidores brasileiros e se surpreenderam com o pessimismo: preocupações crescentes sobre uma recessão incipiente na Europa e nos EUA, colapso nos mercados imobiliários chineses, taxas crescentes, crise de energia próxima e uma percepção de que os lucros podem ter atingido o pico e as perspectivas de retorno de caixa também.
Os investidores também favorecem o comércio longo de alumínio versus cobre. No setor de papel e celulose, continuam preocupados com a entrada de oferta.
Do lado do posicionamento comprado, a Gerdau continua sendo o principal consenso com a maioria dos investidores com os quais conversamos posicionados aqui. Observamos vários investidores vendendo minério de ferro e negativos sobre as perspectivas para as mineradoras, principalmente devido à alta exposição direta à China.
O posicionamento continua leve em papel e celulose, pois os investidores estão preocupados com o próximo movimento dos preços da celulose, embora a maioria concorde com nossa afirmação de que os estoques de celulose da América Latina são muito baratos.
Na maioria das vezes, os analistas notaram investidores confortáveis vendendo minério de ferro US$ 100-110/t acreditando que a commodity poderia buscar suporte na curva de custo nos próximos 6-12 meses. A pergunta recorrente em todas as reuniões foi: “Como o minério de ferro ainda está se mantendo em US$ 100-110/t, dado que dados de alta frequência da China sugerem que a demanda por aço subjacente está fortemente pressionada?”. Os investidores acreditam que a resposta a esta pergunta está principalmente relacionada à oferta, que continua a sofrer, pois os números de produção anual dos maiores players no 1S22 indicam que eles produziram 1Mt a menos do que no 1S2.
Camila Brunelli / Agência CMA
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