As taxas curtas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em alta, após o Brasil anunciar a criação de 277 mil empregos formais em maio, bem acima das expectativas do mercado (+192 mil).
Segundo Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, alerta para o setor de serviços, que lidera a geração de empregos. Mas todos os setores aceleraram contratações em maio, com +47 mil da indústria e +35 mil de construção, disse.
Para a Tendências Consultoria, para o curto prazo, a criação de postos com carteira assinada deve seguir favorecida pelo cenário de reabertura das atividades econômicas e estabilização do quando sanitário, com crescimento ancorado na recuperação dos serviços presenciais em detrimento da perda de dinamismo da indústria e do comércio.
Todavia, espera-se desaceleração na abertura de empregos formais no curto prazo ao longo do ano, disse.
Outro ponto de pressão na curva longa é o risco fiscal com a proximidade das eleições. É o que afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. A eleição, aquilo que até muito recentemente não fazia preço no mercado brasileiro, começa a ganhar força, disse.
Segundo ele, a proximidade das eleições, a pandemia e a impopularidade do presidente aparentemente ligou o modo eleição no ministro Paulo Guedes, que cedeu em diversos pontos importantes, como o teto de gastos.
Com isso e cessões como elevação do auxílio-Brasil e o orçamento na mão do Centrão deixou o mercado com norte limitado em termos de apoio à política econômica, considerada agora irresponsável em termos fiscais, disse.
Por volta das 16h40 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,790% de 13,665% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 12,875%, de 12,555% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 12,820% de 12,510%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 5,2620 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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