Os líderes do G7, grupo composto pelas as principais potências mundiais (Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão, Canadá, França, Itália), propuseram uma série de respostas às crises globais, que vão desde a guerra na Ucrânia, a escassez de alimentos e mudanças climáticas, ao final de sua cúpula de três dias na Alemanha. Confira algumas delas:
GUERRA NA UCRÂNIA
O G7 prometeu apoiar o país do leste europeu “enquanto for preciso” e fornecer apoio financeiro, humanitário, militar e diplomático, bem como ajudar na reconstrução da Ucrânia após a guerra.
Para cortar a renda da Rússia, o grupo também planeja “trabalhar” para limitar o preço do petróleo russo e proibir a importação de ouro de Moscou.
CHINA
Os líderes acusaram a China de práticas comerciais “não transparentes”, que “distorcem a economia global”. Portanto, procurarão “reduzir a dependência estratégica” da China por meio da “diversificação” e da “resistência à coerção econômica”.
CRISE ALIMENTAR GLOBAL
O G7 prometeu mais US$ 4,5 bilhões para aliviar a crise alimentar global, elevando o valor total para US$ 14 bilhões para 2022.
O grupo também pediu às empresas com grandes estoques de alimentos que assumam suas responsabilidades no alívio da crise alimentar desencadeada pela guerra na Ucrânia.
Além disso, as sete potências pedem que “todos os países evitem o armazenamento excessivo de alimentos, o que pode levar a novos aumentos de preços”.
CLIMA
O grupo frisou que que é urgente uma ação para reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em cerca de 43% até 2030 em comparação com os níveis de 2019.
Também concordou em criar um “clube do clima” até o final deste ano para os países que desejam coordenar e ampliar os esforços para combater o aquecimento global.
ENERGIA
Os líderes se comprometeram a encerrar todos os novos apoios públicos diretos ao setor energético internacional com base em combustíveis fósseis inexplorados até o final deste ano.
No entanto, diante da busca por alternativas à energia russa, o G7 concordou que os investimentos públicos poderiam ser feitos no setor de gás como uma “resposta temporária”.
“A reunião mostrou de forma impressionante nossa unidade e determinação”, avaliou o chanceler alemão Olaf Scholz ao final da cúpula das sete potências.
Larissa Bernardes / Agência CMA
Imagem: unsplash.com
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