São Paulo, 22 de junho de 2022 – A farmacêutica Moderna anunciou que seu novo imunizante de
reforço contra a covid-19, que a empresa espera que seja aprovada até o final de agosto, teve um
bom desempenho contra as últimos subvariantes da Ômicron BA.4 e BA.5.
A empresa dos Estados Unidos informou no início deste mês que a chamada vacina "bivalente",
que tem como alvo a cepa original covid e o Omicron BA.1 original, teve melhor desempenho em
relação a ambos em comparação com sua vacina original – chamada de Spikevax.
Em novos resultados de um estudo clínico, a empresa disse que a vacina de reforço também se
saiu bem contra BA.4 e BA.5, as subvariantes mais recentes da Ômicron que estão se tornando
dominantes graças à sua maior capacidade de escapar da imunidade prévia e à transmissibilidade
aprimorada.
Segundo o estudo, a vacina bivalente provocou altos níveis de anticorpos bloqueadores de
infecções contra BA.4 e BA.5, tanto em pessoas que foram infectadas anteriormente quanto aquelas
não infectadas anteriormente. No entanto, mesmo esses níveis elevados ainda eram um terço dos
níveis alcançados em relação à cepa original da Ômicron, a BA.1.
"Enviaremos esses dados aos reguladores com urgência e estamos nos preparando para fornecer
nosso imunizante bivalente de próxima geração a partir de agosto, antes de um potencial aumento
das infecções pelo SARS-CoV-2 devido às subvariantes da Ômicron no início do outono", disse o
CEO da Moderna, Stephane Bancel, em comunicado.
As variantes BA.4 e BA.5 são dominantes na África do Sul, onde foram descobertas pela primeira
vez, em abril e maio apesar da alta imunidade conferida por outras vacinas e ondas de contágio
anteriores.
Como outras variantes da Ômicron, tanto a BA.4 quanto a BA.5 tendem a ter um curso de
infecção mais leve, pois se instalam menos nos pulmões e mais nas passagens nasais superiores,
causando sintomas como febre, cansaço e perda de olfato.
Darlan de Azevedo / Agência CMA
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