As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda nesta quarta-feira (22) refletindo a curva de juros norte americana, que também opera em queda.
Quem explica é Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco Alfa: o mercado está olhando para a curva de juros lá fora, que fecham, em dia de forte aversão ao risco.
Segundo ele, as notícias internas não explicam o alívio na curva, principalmente por questões fiscais, ainda bastante nebulosas.
A Bolsa apresenta volatilidade entre altas e baixas, após forte queda na abertura dos negócios desta quarta-feira. O Ibovespa tenta acompanhar a melhora das bolsas em Nova York após a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmando que está focado em conter a inflação e que a alta de juros está prevista para acontecer, no entanto dependerá dos dados econômicos.
Por aqui, os investidores seguem acompanhando o tema Petrobras em que o governo pretende mexer na Lei das Estatais para atingir a petrolífera com a intenção de modificar a fórmula de reajuste dos combustíveis.
O dólar opera misto, volátil. A fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, novamente demonstrando preocupação com a inflação e não deixando claro a magnitude do aumento dos juros na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em julho, favoreceu momentaneamente a moeda brasileira.
No ambiente doméstico, as incertezas fiscais e políticas ganham força. Para a economista e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Cristiane Quartaroli, “o pano de fundo é ruim. Com os Estados Unidos em recessão, o mundo sofre”.
Veja como estava o mercado por volta das 13h45 (de Brasília):
IBOVESPA: 100.162 pontos (+0,47%)
DÓLAR À VISTA: R$ 5,1530 (+0,00%)
DI JAN 2023: 13,540 (-0,14%)
DI JAN 2027: 12,265% (-1,00%)
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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