O dólar comercial fechou em alta de 0,81%, cotado a R$ 5,1880. A moeda norte-americana refletiu as incertezas fiscais domésticas que voltaram a ganhar força com o aceno do governo em aumentar o valor do Auxílio Emergencial, em dia de baixa liquidez devido ao feriado nos Estados Unidos.
De acordo com o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, “a possibilidade do governo aumentar o valor do Auxílio Brasil, fora do teto de gastos, aumenta o risco país”.
Borsoi entende que o início do processo de aperto monetário em alguns dos bancos centrais de economias desenvolvidas, aliado à fase final de aumento dos juros brasileiros, “começa a levar o dinheiro para fora”. A queda dos preços das commodities, em especial o minério de ferro, também dão sinais de que os fatores que outrora favoreciam a moeda brasileira, começam a dar sinais de exaustão, opina o economista.
Para o head de análise macroeconômica da GreenBay Investimentos, Flávio Serrano, “a percepção é de piora no quadro econômico, e isso é mal recebido pelo mercado”.
Serrano, contudo, considera que um novo furo no teto de gastos pode ser ainda mais prejudicial do que o ocorrido na Petrobras: “Isso sim é ruim para a moeda, já que aumenta a piora da percepção do quadro fiscal e intensifica o viés intervencionista”, analisa.
Paulo Holland / Agência CMA
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