As ações das petrolíferas caem mais que o índice Ibovespa nesta sexta-feira em que finalmente a Petrobras anunciou aumentos nos preços dos combustíveis. Às 15h06 (horário de Brasília), a ação da 3R Petroleum tinha amior baixa, de 11,52%, os papéis ordinários (PETR3) da Petrobras caíam 10,31%, as preferenciais (PETR4) recuavam 9,86% e a Petro Rio (PRIO3) tinha queda de 8,92%. O Ibovespa caía 3,72%.
Em comentário, da Ativa Investimentos explica que “em meio a escalada da inflação global e a necessidade de aumentar os juros por parte das autoridades monetárias internacionais, setores mais cíclicos, como o petrolífero têm apresentado desempenho inferior ao principal índice de ações brasileiro no pregão de hoje.”
Na Petrobras, por exemplo, a corretora destaca que, ainda que as questões políticas intensifiquem as assimetrias e contribuam para uma maior queda do papel, a motivação principal para o movimento baixista segue sendo a adaptação dos mercados a nova realidade conjuntural deflagrada pelos últimos números de atividade e preços divulgados de forma global.
“A Petrobras, que ainda enfrenta maiores questões políticas, cedeo mais que os pares, o que é esperado diante do atual quadro conjuntural”, opina.
No entanto, a corretora diz que, diante da escalada da percepção de risco global, não vê, por ora, motivos para desconstruir integralmente a sua visão sobre o setor, pois ainda vê uma oferta comprimida (tanto pelo não cumprimento das metas por parte dos países membros da OPEP+, sua intenção em realizar um aumento apenas gradual na produção de barris e o fato das empresas redimensionarem seu escopo de investimentos em prol da viabilização de projetos renováveis) e uma demanda, que embora absorva os efeitos negativos do choque atual, “considera prematuro afirmar a dimensão e duração destes.”
“Desta forma, seguimos acreditando que o setor apresenta empresas com valuation descontados e dinâmica favorável frente à cíclicos domésticos e a alguns setores não cíclicos. Manteremos assim, por ora, nossas atuais recomendações de compra para Petrobras (PETR4) e Petro Rio (PRIO3), esperando a consolidação de variáveis-chave, como o preco internacional do barril, antes de promovermos alguma mudança em nosso atual posicionamento”, conclui a análise da Ativa.
Cynara Escobar / Agência CMA
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