A economia da América do Sul deve crescer 2,3% em 2022, após expansão de 6,5% em 2021. A previsão faz parte de relatório divulgado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. “Nos últimos meses, notamos dinâmica distinta entre os países. Brasil, México e Peru mostram acomodação, Chile desacelera após forte crescimento do ano passado, enquanto Argentina e Colômbia seguem acelerando”, aponta.
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Na avaliação dos economistas do banco, o conflito entre Ucrânia e Rússia permanece como o principal fator de incerteza e volatilidade para o cenário global. “Por mais que a região não possua grande exposição direta aos países envolvidos na guerra do Leste Europeu, há dois efeitos indiretos que temos observado. Por um lado, a região está exposta ao choque altista de preços de commodities, o que adiciona pressão a alimentos e combustíveis. Por outro, a região tem se beneficiado dos ganhos de termos de troca e apreciação da taxa de câmbio”.
Segundo o documento, o ciclo de alta de juros segue em curso, mas se aproxima do fim. “Ainda assim, entendemos que o risco continua sendo a extensão do aperto monetário e, ao mesmo tempo, a expectativa de cortes vai sendo adiada”.
As questões políticas continuam determinantes. A maioria dos países passou recentemente ou passará por eleições neste ano, o que mantém incertezas sobre a condução da política econômica nos anos à frente, acrescenta o estudo.
Do lado da inflação, prossegue, o comportamento é muito semelhante: inflação corrente elevada, puxada principalmente por alimentação, combustíveis e bens industriais. As projeções vêm se elevando inclusive para prazos mais dilatados e para todos os países a inflação estimada para 2023 está acima do centro da meta. “Todos os países já começaram a subir as taxas de juros. Mais recentemente, as autoridades monetárias da região têm sinalizado que o ciclo de alta de juros aproxima-se do fim, entendendo que os efeitos da política monetária surtirão efeito em breve”.
Para os economistas, os desafios permanecem, em especial no âmbito fiscal e nas perspectivas de crescimento de longo prazo.
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