O dólar comercial fechou em R$ 4,6750, com queda de 0,34%. A moeda norte-americana foi impactada pela inflação persistente nos Estados Unidos, enquanto o real também refletiu as preocupações com o risco de uma recessão econômica após as divulgações dos dados do setor de serviços em fevereiro, que caíram 0,2% ante expectativa de +0,6%.
Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, “o índice cheio veio em linha com o esperado, mas o núcleo foi abaixo das expectativas. O mercado receava que os dados surpreendessem para cima, o que não ocorreu.
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Isso reduz as apostas para um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais agressivo na reunião de maio”. A inflação nos Estados Unidos subiu 1,2% em março ante fevereiro base anual, o aumento foi de 8,5% ante expectativa de 8,4%.
Rostagno acredita que os dados decepcionantes do setor de serviços diminuem as expectativas para a extensão do ciclo de aperto monetário: “Isso poderia causar uma recessão econômica”, analisa.
Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “os dados vieram em linha com as expectativas, foi uma sensação de alívio. O mercado tinha medo de que a inflação disparasse”.
Leal ainda sublinha que o real está subindo em linha com seus pares emergentes, que se beneficiam com investimentos que antes iam para a Rússia: “Houve um redirecionamento, e parece que este movimento também começa a acontecer em relação à China”, observa.
De acordo com o sócio fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, “o dia é marcado pela divulgação da inflação nos Estados Unidos, e que mostra a preocupação com os preços do mercado com os combustíveis, com a inflação global”.
A continuidade do conflito na Ucrânia também tem papel fundamental neste quebra-cabeça: “Não existe esperança da guerra acabar em um curto prazo, e isso mexe com os preços”.
Paulo Holland / Agência CMA
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