O dólar opera em alta. Se por um lado, isso é reflexo do recrudescimento da situação na Ucrânia, expectativa pela ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) e alta do DXY (cesta de moedas desenvolvidas), por outro, o fluxo estrangeiro e os juros altos continuam dando suporte para o real.
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Para o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, “os dados ruins da China, DXY e as novas sanções contra a Rússia criam um clima de volatilidade e fortalecem o dólar”.
Rosa, contudo, salienta que a alta do Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), referente a março, de 2,37%, muito acima da previsão de 2,05%, reforça a possibilidade do Comitê de Política Monetária (Copom) “não parar o ciclo de aperto monetário em 12,75%, para segurar a inflação”.
Concomitante a isso, a ata da última reunião do Fomc será divulgada às 15h30, e deve apontar um aumento mais acelerado dos juros na próxima reunião de maio, “assim como a redução mais forte do balanço”, observa Rosa.
Por volta das 9h35 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,30%, cotado a R$ 4,6750 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2022 avançava 0,38%, cotado a R$ 4.703,50.
Paulo Holland / Agência CMA
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